Báh! Esse era da VIVO

O que acontece quando a gente compra um aparelho de telefone celular usado por um cliente que se aborrece com os serviços de uma certa operadora?

Hoje tenho certeza que é aborrecimento na certa, isso porque ainda existe operadora que insiste em não cumprir as determinações da ANATEL, e a minha exposição dos fatos é com a “operadora vivo”, que, aliás, é preciso que o consumidor saiba que tem seus direitos e saiba como cobrar seus direitos.

Bem, comprei um LG SW550 usado de um ex-cliente da vivo, o motivo do aborrecimento dele é porque o telefone não funcionava no bairro Espinheiros, que fica a uns 5 km do local onde estão as torres de transmissão, ao fazer a oferta o cidadão me disse que estava desbloqueado, mas ao colocar o chip da TIM apareceu o bloqueio, como comprei usado e em confiança, não havia pedido a nota fiscal, mesmo porque, antes confirmei na delegacia para ver se havia algum registro de furto para o aparelho LG GW550, como não havia, comprei.

Dirigi-me a uma loja em Balneário Camboriú, a atendente informou que deveria ser solicitado o desbloqueio na cidade onde resido, mas se eu preferi-se, poderia ser feito na loja, mas eu deveria apresentar a nota fiscal do aparelho e esperar cinco longos dias, então retornei a Itajaí e fui na loja do Shopping Itajaí, onde a resposta foi que naquela loja não eram feitos desbloqueios, e foi indicada a loja “da vivo” em frente a Igreja Matriz.

Já chateado, resolvi gravar a aventura em desbloquear, liguei o gravador do meu N95 e entrei na loja, depois de esperar uns minutos era a minha vez, e a atendente escutou a minha solicitação, parou e foi atender outra cliente, calmamente esperei por uns 20 minutos, e ela voltou e perguntou pelo aparelho e pela nota fiscal, disse-lhe que não tinha a nota fiscal e lhe perguntei se eu não tivesse a nota fiscal significava que o aparelho poderia ter sido roubado, ela disse que não, mas já demonstrei minha irritação, pô, já é a terceira loja e nada.

Papo vai e papo vem, e ela me disse que era norma da ANATEL desbloquear apenas aparelhos com a nota fiscal, insisti dizendo que a ANATEL diz que qualquer operadora deve desbloquear, então ela disse que poderia desbloquear desde que eu fosse cliente da vivo.

É de subir o sangue, mas que coisa, se eu quisesse ser cliente não teria jogado o chip no lixo, o fato é que não quero ser cliente e mesmo assim devo comprar um chip só para poder desbloquear um aparelho celular? É o cúmulo, mas não quero e pronto, então a atendente sugeriu que eu encontrasse algum amigo que fosse cliente “da vivo” para então fazer a solicitação de desbloqueio, mas não mencionou mais a necessidade da nota fiscal porque citei o que diz a ANATEL.

Pelo relato já fica claro que há imposição quanto ao desbloqueio, a questão da nota fiscal é papo furado, com certeza fazer um cadastro de quem solicita o desbloqueio é aceitável, tanto é que conheço vários amigos que tinham aparelhos bloqueados e estes foram desbloqueados sem nenhum tipo de documento, obviamente que em operadoras diferentes dessa.
Estando resolvido que sem nota fiscal não haveria desbloqueio e não tenhos “amigos vivo” e também não quero comprar um chip para jogar fora, só resta o famoso “jeitinho brasileiro de fazer acontecer as coisas”, o jeito é ir a um camelô e pagar 20 reais pelo desbloqueio, na verdade, eu já sabia que isso era possível desde o começo, mas eu quis fazer as coisas dentro da Lei, mas infelizmente no Brasil é totalmente impossível.

Antes de sair da loja, resolvi cancelar a gravação, mas para minha surpresa, ao retirar o N95 do bolso para cancelar a gravação, a atendente mostrou-se muito preocupada por ter gravado o atendimento, antes ela falava em nome da operadora, e depois já era a “pessoa” dela que estava sendo “gravada” e disse que ia me processar por ter gravado a nossa conversa, além de outros questionamentos me chamou até de antiético, e no meu íntimo, pensei: vou dar corda para essa mulher e ver onde vai dar, e perguntei se desejava obter meu CPF para me processar, ela disse que sim, então disse meu apelido e disse que procurasse meu CPF na internet (acho que vai demorar um pouco, talvez uns anos).

Pelo que sei, o aparelho que estava gravando é meu e estava em ambiente público, como é uma loja qualquer, e se não foi feito nada de errado no atendimento porque se preocupar com a gravação?

Na Lei brasileira não há norma que proíba a gravação nem mesmo de audiências dentro de Fóruns, toda e qualquer gravação Não só é legal, como é freqüente e até normal, tudo o que as pessoas falam na rua ou estabelecimentos públicos é público e pode ser gravado, a restrição de gravação só é válida se for para preservar a imagem de um dos envolvidos.

E tem mais, na minha opinião quem quer ser transparente não pode ter medo de gravação, as gravações de atendimento nas lojas e em telefonemas são comuns, e são meios de provar algo que foi dito e mais tarde foi negado, a verdade é que até nos tribunais superiores, as audiências são gravadas, e agora vem uma atendente “da vivo” querendo me processar por ter gravado um atendimento?, e só gravei porque era a terceira loja da operadora que eu entrava.

Espero que você conheça e saiba dos seus direitos, e passe a exigi-los, e se tiver meios, grave tudo que for possível, gravar pode sim, gravar é legal, e quem tem medo de gravação é porque mente e tem culpa no cartório.

Não existem dúvidas que qualquer ato público, seja uma venda, um atendimento qualquer, até mesmo alguma coisa semelhante a uma audiência judicial ou uma sessão pública, pode ser gravado e não é ilegal, e só repudia a gravação quem tem interesse na prática de algum ato incompatível com a Lei.

Para terminar, quero informar que não tenho amigos que sejam clientes “da vivo”, porque todos morreram de raiva, e você pense bem, seja vivo e não seja cliente “da vivo”.

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