Dissuasão Infravermelha

Você está em: Home > Projetos e Circuitos > Circuitos Eletrônicos > Como Montar Oscilador de Luz Infravermelha com NE555

Como Montar Oscilador de Luz Infravermelha com NE555

A Luz Infravermelha é uma radiação eletromagnética situada no espectro invisível ao olho humano, mas perfeitamente detectável por diversos sensores e animais, como os felinos.

Na eletrônica aplicada, utilizar um oscilador de baixa frequência com emissão IR é uma técnica eficiente de telemetria e dissuasão para monitoramento de perímetro e controle comportamental em áreas técnicas.

Como Montar Oscilador de Luz Infravermelha com NE555

Ciência da Dissuasão: O efeito da luz infravermelha pulsada

Muitos me perguntam na bancada se é possível usar a eletrônica para resolver problemas do cotidiano, como afastar visitantes indesejados de áreas sensíveis.

A resposta está na biologia aliada à física.

Os gatos possuem uma visão noturna altamente desenvolvida e conseguem perceber o brilho de emissores infravermelhos.

Quando aplicamos uma interferência de sinal visual através de pulsos rítmicos, criamos um estado de desconfiança no animal.

  • Estímulo de curiosidade e alerta constante.
  • Quebra do padrão de tranquilidade do ambiente.
  • Uso de radiação não ionizante segura para os seres vivos.
  • Baixo consumo energético para operação contínua.
  • Frequência de oscilação ajustada para 4 Hertz.

Na prática, o gato não sente dor, mas o “piscar” invisível para nós gera uma instabilidade visual que o faz escolher outro local para suas necessidades biológicas.

Aqui, tratamos o problema com ciência de detecção e defesa.

Projeto Técnico: Oscilador de 4 Hertz para Emissão IR

Para este projeto, escolhi o clássico CI 555 operando em modo astável.

O objetivo é gerar uma onda quadrada que excite um transistor de potência para alimentar o LED IR.

Fique atento aos detalhes, pois a estabilidade da frequência é o que garante que o efeito de atenção seja mantido.

Solução Imediata: Abaixo você confere o diagrama de blocos e a lógica de funcionamento que utilizaremos nesta montagem de bancada para gerar a luz infravermelha pulsante.

Análise de Vulnerabilidade e Hardware

Muitos erram nesta parte específica: a escolha da frequência.

Se a luz for contínua, o animal se acostuma e até relaxa devido ao calor térmico residual.

Por isso, a Análise de SNR (Relação Sinal-Ruído) visual aqui é feita através da pulsação.

O ciclo de trabalho (Duty Cycle) que calibramos é de 80/20, garantindo que o LED “dispare” flashes curtos e intensos.

Lista de Componentes

Para que você possa montar com precisão, preparei a lista de materiais com a descrição exata das funções de cada componente no sistema:

  • U1: Circuito Integrado Temporizador NE555. Na prática: É o coração do oscilador, responsável por ditar o ritmo das piscadas. O pino um é identificado pela meia-lua ou ponto no corpo do CI.
  • R1: Resistor de quatro vírgula sete K Ohms (4k7). Anéis: Amarelo, Violeta, Vermelho e Ouro. Na prática: Atua na carga do capacitor de temporização.
  • R2: Resistor de um vírgula cinco K Ohms (1k5). Anéis: Marrom, Verde, Vermelho e Ouro. Na prática: Define o tempo de descarga e o duty cycle.
  • R3 e R4: Resistores de cem Ohms (100R). Anéis: Marrom, Preto, Marrom e Ouro. Na prática: Limitação de corrente para o LED e polarização de base.
  • C1: Capacitor Eletrolítico de quarenta e sete Microfarads (47uF). Na prática: Armazena a carga para a oscilação. O terminal mais curto e a faixa lateral indicam o negativo.
  • Q1: Transistor PNP BC 558. Na prática: Chaveia a corrente para o LED. Olhando de frente com as letras para você, a sequência é Coletor, Base e Emissor.
  • LED1: LED Emissor de Luz Infravermelha. Na prática: Converte a energia elétrica em radiação infravermelha pulsante. O terminal mais curto é o cátodo.

Cálculo de Frequência e Duty Cycle

Utilizamos a fórmula f = 1.44 / ((R1 + 2*R2) * C1).

Com os valores de R1 sendo quatro mil e setecentos Ohms e R2 sendo mil e quinhentos Ohms, chegamos a uma frequência de aproximadamente 4 Hertz.

Isso significa que a nossa luz infravermelha piscará quatro vezes por segundo.

A Impedância de saída do pino 3 do 555 é suficiente para excitar a base do nosso transistor BC 558, que por sua vez garante que o LED receba a corrente necessária para um brilho intenso sem sobrecarregar o integrado.

Montagem de Bancada

Na minha mesa de solda, recomendo usar uma placa de circuito impresso universal ou protoboard para testes iniciais.

Se você precisar de um alcance maior, como mencionei no vídeo, a aplicação de lentes colimadoras pode projetar o feixe de luz infravermelha por mais de vinte metros.

Fique atento: se o circuito não oscilar, verifique a polaridade do capacitor de quarenta e sete Microfarads.

Inverter este componente pode causar falha total no sinal.

Considerações de Segurança e Conformidade

Nota de Estudo Técnico e Conformidade: Este projeto destina-se a estudos de propagação de sinais e bioeletrônica experimental.

Certifique-se de que o feixe não esteja direcionado a sensores de segurança de terceiros para evitar interferências.

O uso de blindagem ou Gaiolas de Faraday não é necessário aqui, pois a potência de RF emitida é desprezível, focando apenas no espectro óptico IR.

Perguntas Comuns sobre Luz Infravermelha

Os humanos podem ver a luz infravermelha deste circuito?

Não, a luz emitida está fora do espectro visível humano.

Para testar se o circuito está funcionando, você pode apontar a câmera do seu celular para o LED; o sensor da câmera captará o brilho como uma luz lilás ou branca pulsante.

O circuito pode causar danos aos olhos do gato?

Não, a potência utilizada neste projeto de bancada é muito baixa, comparável a um controle remoto de televisão.

O efeito é puramente visual e psicológico para o animal.

Posso usar uma bateria de 9V em vez de 5V?

Sim, o CI 555 suporta até 15V, mas você precisará recalcular os resistores limitadores do LED para não queimá-lo devido ao excesso de corrente.

Leituras Recomendadas

Se você quer se aprofundar mais em projetos como este, não deixe de conferir o canal Ibytes Brasil no YouTube.

Lá eu mostro o funcionamento real desse circuito no osciloscópio e dou mais dicas de montagem.

Fonte do vídeo original: Assista aqui

Autor: Pedro – Ibytes Brasil

Dica de Bancada: Ao testar emissores de luz infravermelha, sempre use a câmera do seu smartphone como um “testador de sinal” rápido. Se o LED estiver piscando na tela do celular, sua oscilação de 4 Hertz está correta e o circuito está pronto para o campo.


Especialista em Radiofrequência (RF) e eletrônica aplicada. À frente do canal Ibytes Brasil, Pedro dedica-se ao desenvolvimento de projetos práticos e à disseminação de conhecimento técnico de alta estabilidade.