Automação de Luz

Uma luz automática para corredores ou escadas gera uma boa economia no final do mês, apesar do comércio especializado cobrar um valor relativamente alto vale a pena, mesmo porque, não há esquecimentos e a luz não fica acessa desnecessariamente.

A proposta do circuito deste texto é montar um circuito para acender uma lâmpada cada vez que o sensor “perceber” a presença de um humano ou um animal com mais de 25 quilos.

O componente principal é um passivo, ou seja, um sensor de movimentos de calor, mais conhecido como sensor infravermelho.

Um passivo é relativamente caro, mas acredito que o “X” desse texto é porque é mostrado como reutilizar um passivo já descartado por não estar mais funcionando conforme a maioria dos instaladores costuma usar.

O passivo tem internamente um sensor que detecta os movimentos de qualquer forma de calor, assim sendo, o movimento de pessoas e de animais altera o sensor que altera a saída.

A quase totalidade dos passivos é alimentada por 12 volts, e a saída deve ser ligada ao sensor de algum alarme que através de outros componentes ativa uma sirene ou lâmpadas.

As trilhas que conduzem a corrente de saída são bem finas e geralmente alimentam relês que geram alta tensão na bobina do relê e acaba por romper as trilhas, quando os relês não funcionam mais os passivos são jogados fora por técnicos que não sabem como reutilizá-los ou porque simplesmente querem vender outros passivos.

O fato é que se o passivo não foi ligado com tensão maior do que a sugerida pelo fabricante e não foi ligado com os fios da alimentação invertidos, o sensor de movimentos continua bom.

Tanto que ao ser ligado, um LED que acende e logo apaga indicando que o sensor está bom, e assim, poderá ser reutilizado, basta retirar o sinal dos terminais do LED indicador e levar para o estágio seguinte.

Observe a imagem abaixo, solde dois fios, com cuidado para não curto-circuitar dos terminais do LED, preferencialmente, retire o soldador da tomada para não destruir o passivo com a tensão que “foge” pelo soldador, também deixe o passivo com a alimentação dele desligada.

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Nesse projeto, pegamos a tensão que alimenta o LED indicador de movimento e aplicamos na entrada de um circuito integrado do tipo MOC3020, que é um acoplador óptico, composto por um LED e um DIAC.

Apesar do custo não ser assim tão barato, o CI MOC3020 isola o circuito de baixa tensão do circuito de alta tensão, que é o circuito que faz acender a lâmpada cada vez que o sensor detectar um movimento.

A etapa de potência é formada por um TIC216, que é um TRIAC e já é bem conhecido da maioria dos amantes da eletrônica de potência.

Uma dica para os novatos é que apesar de o circuito ser simples, é preciso tomar cuidado, pois a etapa de saída opera com a tensão da rede elétrica, que pode ser 110 ou 220 volts, dependendo da região, lembre-se que choques podem matar.

Ao invés de montar uma fonte com transformador, o que torna o projeto um pouco caro e grande, optei por utilizar uma fonte chaveada de 12 volts por 1 ampère para alimentar o passivo, assim simplifica a coisas e a fonte pode ficar ligada sem que gere um consumo a ser considerado, para os mais avarentos a dica é acrescentado um interruptor w só ligar a noite.

Tendo em mãos o sensor de movimentos e a alimentação, passemos a etapa de potência, para ser mais claro, a etapa de potência não passa de uma a chave que liga a lâmpada cada vez que o sensor captar um movimento e a desliga depois que completar o tempo ajustado num jumper interno do passivo.

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O TRIAC é componente que executa a função de chave, quando o terminal gate está polarizado em positivo a corrente atravessa os terminais MT1 MT2 do TRIAC, e quem polariza o terminal gate é o DIAC interno do CI MOC3020.

Para altas potências, o TRIAC pode ser trocado por um BTA16 que suporta 16 ampères, para correntes maiores, associe TRIACs em paralelo e sempre utilize radiadores de calor.

O circuito foi testado com lâmpada de LEDs, lâmpada incandescente e lâmpada fluorescente e funcionou perfeitamente com os três tipos de lâmpadas, vale lembrar que cargas resistivas que não ultrapassem o limite da capacidade do TRIAC podem ser usadas, uma sirene por exemplo.

O resistor R1 de 10K é pouco usado com TRIACs, mas optei por garantir o gate polarizado negativamente na ausência de sinal, assim não haverá disparos falsos.

R2 e R3 são de 560 ohms, dá um total de 1.120 ohms, mas um resistor de 1/8 de watt aquece um pouco então optei por dois de 560R, a dissipação é somada e os resistores não aquecem.

No esquema, foi marcado onde deve ficar cada terminal do TRIAC, pois no caso de várias lâmpadas ou um motor mais potente, será preciso instalar o o TRIAC sobre um dissipador de calor, o diagrama eletrônico é mostrado na imagem abaixo, clique na imagem para ampliar.

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A placa de circuito impresso sugerida é mostrada na imagem a seguir.

ibytes_lampada_corredor_PLA

 

A montagem final deve ficar com o aspecto da imagem abaixo.

ibytes_lampada_corredor_visO que é preciso:

1 passivo, uma fonte de 12 volts com capacidade de fornecer 1 ampère, um bocal, uma lâmpada, fios e uma pedacinho de placa de fenolite com ilhas para soldagem.

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O circuito proposto montado sobre placa de circuito impresso com ilhas feitas manualmente, clique na imagem para ver em tamanho maior.

20140817_104234

 

A ligação entre o passivo e o módulo é feita utilizando os dois fios que saem do LED do passivo até na entrada do CI MOC3020, em série com o fio positivo do LED deve ter um resistor de 100 ohms, observe que há polaridade a ser observada na ligação entre o passivo e o MOC 3020.

Para ver funcionado assista o vídeo:

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