Bloqueadores, Leis e Técnicas

Existem bloqueadores de sinais para diversas tecnologias e para várias faixas de frequências, alguns atuam em várias frequências simultaneamente, outros, existem chaves que ligam ou desligam bandas e tecnologias específicas.

São chamados de bloqueadores para facilitar o comércio, na verdade são embaralhadores de sinais e tem como função gerar um ruído sujo no espectro para impedir a comunicação.

Contrariando algumas opiniões, o embaralhador de sinais não causa nenhum dano físico ao aparelho receptor e muito menos ao aparelho transmissor, e nem afeta os aparelhos que estão fora do seu raio imediato de ação.

A construção chega a ser simples, mas o ajuste pode ser tornar impossível se não houver instrumentos adequados para análise e calibração.

Qualquer embaralhador de sinais deverá gerar sinais de radiofrequência na frequência a ser embaralhada, esse sinal de radiofrequência deve ser modulado por um ruído branco para dificultar a sintonia e deve ter potência suficiente para cobrir o sinal que chega da estação transmissora.

Quando por acidente dificultamos a comunicação entre um transmissor e um receptor, causamos uma interferência, pois não é proposital.
No caso de causar uma interferência proposital, fica caracterizado um bloqueio.

No Brasil, o PROJETO DE LEI N.º 7.925-A, DE 2014 criminaliza a comercialização e o uso de bloqueador de celulares de alta potência, a pena é reclusão, de um a três anos, e multa.

Note que aqui a lei se refere a bloqueadores de celulares de alta potência, mas a lei se estende para todos os tipos de bloqueadores, mas não especifica o que é alta potência, poderia ser alguns watts ou algumas centenas de watts, portanto, algumas centenas de miliwatts, desde que o aparelho seja utilizado com bom senso, não haverá problemas.

Como no Brasil a transmissão num raio de 50 metros é permitida para experiências, um embaralhador de sinais de 250 miliwatts não vai causar problemas, desde que não cause problemas a um serviço específico e que venha a ser denunciado na Anatel ou na Polícia Federal.

Os bloqueadores de sinais, independente da banda ou da tecnologia, operam apenas contra receptores de duas formas: Spot e Barrage.
Spot é o tipo de ataque direcionado a um determinado canal ou a uma determinada frequência.

Barrage é o tipo de ataque que se propaga em várias portadoras ou frequências ao mesmo tempo, na prática, uma determinada faixa de frequências é ocupada no espectro.

No tipo de ataque Barrage o transmissor precisa estar sintonizado em uma determinada faixa frequências e ter potência suficiente para substituir o sinal e assim negar o serviço..

Ataques de bloqueadores, na maioria das vezes, são difíceis de serem detectados.

Os ataques estão divididos pelo tipo de interferência que é causada, destaque para as duas de maiores incidências: Interferência óbvia e sutil.
Interferências óbvias são de fácil detecção e seus tipos de sinais são: Random noise, Stepped tones, Spark, Gulls, Random pulse, Wobbler, Recorded sounds, Preamble jamming.

As interferências do tipo sútil, não são óbvias e a interferência não é nem reconhecida.

As técnicas ECCM de reconhecimento de bloqueio, sugerem que os operadores de rádio sejam capazes de reconhecer uma interferência, mesmo que não seja uma interferência causada por alguém tentando causar a negação de serviço.

As fontes de interferências podem não ser intencionais, e podem vir de outros equipamentos, condições atmosféricas, mau funcionamento do rádio ou uma combinação de todas as fontes de interferências.

Por mais que as técnicas de bloqueio sejam direcionadas aos receptores de rádio utilizados, este texto deve dar uma boa noção sobre bloqueadores de sinais com base em radiofrequência.

Para evitar problemas é bom ter bom senso e seguir boas práticas de reconhecimento e combate a dispositivos que tenham como finalidade o bloqueio de sinais, independente da frequência, do tipo de tecnologia ou tipo de serviço afetado.

Este texto é um complemento do texto desse link.

Exemplo de Embaralhador se Sinais WiFi projetado e montado por Pedro Gercino Til