Acoplador de Antenas

É comum as saídas de rádio frequência dos transmissores não estarem perfeitamente casadas com as antenas, e quando se fala em transmissão a perda de rendimento acontece justamente pelo descasamento da impedância de saída do equipamento transmissor com a antena, que mesmo sendo projetada para ter os 50 ohms de impedância ela pode ter impedância um pouco acima ou um pouco abaixo dos 50 ohms desejados.

O problema não é só a perda de rendimento, o risco dos componentes eletrônicos e até dos componentes passivos da etapa de saída de rádio frequência é grande, mas não é só perda de rendimento e o risco dos componentes.

A recepção de sinal também fica prejudicada se a antena não estiver com o casamento de impedância perfeito, pois alguns decibéis são importantes, principalmente quando a propagação oscila.

Quando o casamento de impedância entre o circuito receptor e a antena estiver com casamento perfeito não tem como fugir dos problemas de fuga da propagação, mas o sinal sendo melhor o ruído é menor e consequentemente a recepção é melhor.

Montar um acoplador para sintonia fixa de uma determinada frequência tornaria o acoplador um equipamento útil apenas para uma frequência, como os custos para montar um acoplador de antena são irrisórios fica bem mais fácil.

É bem provável que já exista no QAP uma caixa metálica, dois conectores fêmea e um pequeno pedaço de cabo coaxial munido de dois conectores macho e disposição para executar montagens, e quem é amante de rádio transmissão ou rádio escuta deve ter uma sobra no orçamento caso não tenha o material necessário em mãos.

Os elementos principais são fáceis de serem encontrados em rádios antigos, devem ser usados capacitores com núcleo de ar com capacidade para ajustar de 15 pF a 470 pF, L1 deve ser confeccionada pelo interessado, consiste em 5 voltas de fio 14 AWG sobre forma de uma polegada (usei um pedaço de cano de água de 25mm como forma).

É preciso ter um medidor de ondas estacionárias, que geralmente faz parte do equipamento transmissor, para sintonizar é simples, com os cabos e antena conectados, aperta-se o PTT e deve ser feito o ajuste movimentando o eixo do capacitor variável até obter a melhor relação de onde refletida (menor ROE).

Caso os ajustes através dos capacitores não alcancem a frequência, L1 pode ser aberta ou apertada para obter o objetivo.
O circuito deve ficar dentro de uma caixa metálica para evitar zumbidos na transmissão ou ruído espúrios na recepção, com os componentes descritos, é possível “zerar as ondas estacionárias” de 25 MHz a 32 Mhz.

Como carga usei uma antena “L” sintonizada no canal 60 da faixa do cidadão (27,605), é obvio que o mesmo circuito serve para outras frequências, só devem ser trocados os capacitores variáveis e redimensionar a bobina L1.

Para sintonizar apenas escutas, os capacitores variáveis podem ser desses comuns, mas os ajustes devem ser rápidos porque eles podem se estragar antes mesmo dos ajustes seem completados caso o transmissor tenha alta potência.

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