MOSFETs e Multímetros

Todos os componentes baseados em efeito de campo são muito sensíveis a descargas estáticas, se existir carga no corpo um simples toque nos seus terminais, pode causar a inutilização, pois a eletricidade estática pode “queimar” o componente mesmo com ele fora do circuito, por isso, não segure o componente pelos terminais ao fazer os testes sem antes tocar em algum ponto metálico que absorva a energia estática presente no corpo.

Transistores do tipo MOSFETs são bem parecidos com os transistores bipolares comuns até no seu funcionamento, mas o teste para saber se um determinado transistor do tipo MOSFETs está com defeito ou não é feito de forma diferente.

O funcionamento é parecido com o transistor bipolar, quando uma tensão é aplicada ao terminal chamado de “porta” (g) ela controla a circulação de corrente entre o dreno (d) e a fonte (s), note que os terminais são chamados de Gate, Dreno e Source.

O teste mais simples é feito com um provador de continuidade que geralmente está incorporado ao multímetro, este teste permite detectar quando o componente está em curto ou com fugas, mas não permite saber se o componente está aberto.

Coloque o multímetro numa escala intermediária para medida de resistências, em ohms x 10 ou ohms x 100 se o multímetro for analógico ou em 1.000 ou 20.000 ohms para multímetro digital.

Quem ainda usa multímetros analógicos saiba que é preciso fazer o ajuste de zero, ou seja, se vai usar o provador de continuidade ele deve ser preparado para ser usado.

Para começar retire o MOSFET do circuito e identifique os terminais, se não souber os terminais não há problema, pois na prática este teste também pode ser usado para identificar os terminais, mas deve-se ter certeza que o componente é um MOSFET.

Meça a resistência de forma combinada entre todos os terminais.

A interpretação é até mais complicada que a do Testador de MOSFETS, mas como a medida é com multímetro vamos adiante:

Com multímetro analógico na medição direta, se o ponteiro não se mexe o transistor está bom, mas se o ponteiro for até 1/3 da escala, o transistor está com fugas, se o ponteiro for até o fim de escala o transistor está em curto, lembre-se que a medida é para MOSFET.

Com multímetro analógico na medição inversa, se o ponteiro não se mexe o transistor está bom, qualquer leitura de resistência significa que o transistor está com fugas, e se o ponteiro for até o fim de escala o transistor está em curto.

Com multímetro digital na medição direta, se permanecer o “1” o transistor está bom, mas se alguma resistência existir, tipo visor marcar 0.01 transistor está com fuga ou está em curto, lembre-se que a medida é para MOSFET.

Com multímetro digital na medição inversa deve permanecer no visor apenas o “1” para um transistor que esteja bom, mas se alguma resistência existir, tipo visor marcar 0.01 o transistor está com fuga ou está em curto, lembre-se que a medida é para MOSFET.

Se for um MOSFET de potência pode ser usado o circuito Testador de MOSFETS que é bem prático e dispensa interpretações.

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