Bloqueadores de RF

Ultimamente tem havido mais abordagem referente ao bloqueio de sinal de rádio frequência, então resolvi escrever esse texto apenas para abordar alguns itens que são importantes em qualquer montagem, mas que são totalmente ignorados por curiosos e teimosos na montagem de circuitos de radiofrequência.

Não que qualquer pessoa não possa fazer o seu próprio bloqueador de sinal de radiofrequência, mas entre os itens necessários estão o conhecimento técnico do interessado, a experiência dele em montagem de circuitos de radiofrequência, e saber qual a frequência, ou quais frequências que serão bloqueadas.
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É necessário lembrar que um bloqueador de sinais é um dispositivo complexo e para uma montagem com sucesso serão necessárias algumas habilidades e bom conhecimento em componentes eletrônicos.

Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que existem três maneiras de bloquear sinais de radiofrequência, aí não importa se são sinais de celular, GPS, WIFI, Bluetooth ou RFID.

Qualquer equipamento que seja impedido de se comunicar através de radiofrequência com outro equipamento pode estar sofrendo algum tipo de interferência, esse é o princípio do bloqueio: interferir para que não se comuniquem entre si ou com outros.

Na maneira Spoofing, um sinal falso é enviado para o dispositivo e o dispositivo se desliga ou fica com mau funcionamento.

Na maneira DoS, há uma negação de serviço, isso acontece quando a banda sinal fica cheia de sinais de rádio, mas são sinais de frequências oscilantes e não deixam o receptor fixar sintonia fixa.

Na maneira EMF (Tempest), o sistema cobre uma faixa de frequências protegendo todos os sinais de entrada e saída que utilizam a frequência protegida, a frequência protegida utiliza filtros do tipo passa faixa, eliminando todas as frequências fora da faixa de atuação do filtro.

Em todo caso, todo o sistema tem prós e contras, mas o sistema spoofing é um bom método, mas requer ajuste e controle preciso, por isso é bastante difícil de fazer o ajuste se o usuário for inexperiente.

A filtragem EMF em geral é relativamente mais fácil, mas fica obrigatório a proteger apenas um pequeno canal, não permitindo muitos ajustes.

Então, o sistema DoS, na minha opinião é a melhor escolha devido à capacidade de alcançar as frequências selecionadas em uma área específica coberta pelo bloqueador.

Para fazer um bloqueador de sinais que realmente funcione, será preciso observar alguns módulos, entre estão:

1) Oscilador controlado por tensão (VCO).
2) Circuito de Sintonia para selecionar a frequência a ser bloqueada.
3) Fonte sem ruídos e oscilação de tensão, normalmente são incluídos filtros para evitar ruídos e oscilações.
4) Amplificador de radiofrequência.
5) Antena transmissora.

O VCO é o estágio mais importante, ele é o responsável pelo bloqueador, o VCO gera o sinal de RF que vai interagir (ou interferir) com o dispositivo a ser bloqueado.

Em primeiro lugar, será preciso selecionar as frequências que terão o sinal bloqueado, então será preciso saber quais as frequências que desejamos bloquear.

GSM: Vai de 850MHz e 1900MHz na América, 900MHz e 1800MHz na Europa.

GPS utilizam 1227MHz e 1575MHz.

Wi-Fi e Bluetooth utilizam entre 2400 MHz a 2500 MHz.

RFID, pode usar várias do UHF, do VHF, podendo ser 14MHz, 400MHz, 800MHz e 2450MHz.

É importante pensar na potência de saída de radiofrequência, pois de repente, só esteja sendo desejado bloquear, digamos, o sinal de celular dentro do ambiente de trabalho, talvez apenas dentro de uma sala, para grandes áreas é preciso potências maiores, para áreas pequenas, potências mais baixas.

O circuito de sintonia pode ser de dois tipos: de malha aberta e feedback (realimentação).

Circuito aberto é do tipo mais simples requer poucos amplificadores e alguns com componentes passivos adicionais.

Um gerador de onda do tipo dente de serra é ótimo para fazer o VCO ir da menor para a maior frequência.

O feedback pode usar um PLL para ajustar a frequência do VCO constantemente

O amplificador de radiofrequência é necessário para aumentar a área de cobertura, quanto maior a potência, maior será a área de bloqueio.

É preciso levar em conta a potência para escolher o tipo de bateria, quanto maior for a potência, maior será o consumo e, portanto, mais rápido será descarregada a bateria, se usar eliminador de pilhas, ótimo, desconsidere o comentário, mas perdeu a mobilidade do bloqueador, que em muitos casos não tem a menor importância.
A antena transmissora é o componente que transmite os sinais produzidos pelo bloqueador para o espaço, a principal característica da antena é VSWR (Voltage Standing Wave Ratio).

Se a antena tiver VSWR de 3 ou menor, então é isso que você precisa, porque a perda de retorno desta antena é mínima.

As lojas especializadas utilizam antenas com conectores SMA devido à sua capacidade de ser removidos ou substituídos com facilidade.

Vale a pena citar que as antenas omnidirecionais são as preferídas para serem utilizadas em bloqueadores, a não ser que o bloqueador será usado como se fosse um controle remoto do seu som.

A fonte de energia faz com que a montagem se torne viva.

É comum projetar e usar tensão de 5 volts DCV para bloqueadores, afinal, telefones já usam 5 volts DCV, então usar baterias de celular é fácil e já existem carregadores prontos.
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Ainda cabe esclarecer que esse tipo de equipamento não é regulamentado, portanto, antes de bloquear alguma comunicação desejada, é bem provável que algum tipo de serviço seja interferido, recomenda-se a montagem desse tipo de equipamento longe da cidade para não causar interferências.

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