Sensor de Movimentos

Quantas vezes que entramos num ambiente e um sinal sonoro indica que alguém entrou nesse ambiente, isso é comum com alarmes que utilizam um passivo como sensor, esse tipo de alarme está presente em quase todos os lugares atualmente.

O passivo é um conjunto de componentes que capta o deslocamento do calor e a partir dos sinais aciona os estágios seguintes, obviamente que o circuito eletrônico que amplifica o movimento do calor é muito sensível.

Os alarmes que utilizam passivos como sensores tem um grave problema, conforme foi mostrado na mídia, se o malfeitor tiver certo conhecimento de como enganar o sensor, o alarme poderá ser desligado sem dar nenhum sinal de invasão.

Um pouco mais seguro é o tal do alarme ultrassônico, que na realidade nada tem a ver com ultrassons, da mesma forma que o passivo capta o deslocamento de calor, o sensor de ultrassons capta o deslocamento de ar, mas me deixa esclarecer que o sensor é erroneamente chamado de sensor ultrassom, se eu chamar de outra coisa não vai dar para concluir, então, vamos em frente.

E que tal um sensor de deslocamento das ondas eletromagnéticas para proteger passagens ou ambientes inteiros? Não vai dar certo num galpão de 1.000 metros quadrados, mas dá muito certo numa sala de 50 metros quadrados.

Em qualquer ambiente em que estivermos sempre haverá ondas eletromagnéticas, são altas frequências na faixa das ondas de rádio, são várias frequências mas no caso não é desejada a sintonia e sim quando as vibrações do ambiente forem alteradas, e é isso que o circuito a seguir faz.

Quem monta pequenos transmissores de FM sabe da instabilidade ou fuga de sintonia quando a mão ou algum instrumento metálico é aproximado do circuito transmissor, é justamente essa instabilidade que esse circuito aproveita para avisar através de um sinal sonoro que alguém entrou no ambiente protegido.

Analisando o circuito da figura abaixo podemos perceber que o ajuste de nulo é feito nos dois capacitores variáveis (trimmers), cujos valores são de 10 a 100 pF, uma etapa formada por uma porta inversora do circuito integrado CD4049 e por diodos e capacitores que captam a alteração da frequência no ambiente faz com que o circuito seja realimentado, causando a oscilação.

O sinal da saída do oscilador é reforçado por outra porta inversora e amplificada por um transistor NPN de média potência, no protótipo foi utilizado um BD139, que aqueceu até um pouco mais de morno, mas não chegou a ficar em risco de queimar, mas é bom ter atenção, pois também depende da tensão da fonte utilizada, com 12 volts de bateria o circuito funcionou bem melhor.

Para fazer funcionar é preciso fazer ajuste, por isso é que esse tipo de sistema é pouco utilizado, se não souber como ajustar talvez até nem deva confiar seus pertences a um circuito que detecte a presença de alguém através da alteração das ondas de rádio frequência, de qualquer modo, acho que a experiência vale a pena.

Coloque o circuito no ambiente, a antena é 10 centímetros de fio rígido, o circuito deve emitir um apito característico, use uma chave de fenda de plástico ou de outro material que não seja condutivo e nem que seja metálico e ajuste C1 e C2 para não emitir nenhum som.

Faça isso como se você não estivesse no ambiente, quando você sair do ambiente irá ouvir o som e parar em seguida, espere 1 minuto e volte ao ambiente, o som deverá ser ouvido.

O circuito eletrônico é mostrado na figura abaixo.

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A vista da montagem depois de pronta, se for usado o layout de circuito impresso sugerido deve ficar conforme a imagem abaixo.

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O layout sugerido é mostrado na imagem abaixo, o tamanho da placa de circuito impresso é de 7 centímetros por 7 centímetros, se tiver dificuldades para copiar as imagens, dê um PRINT SCREEN e cole no seu editor de imagens favorito.

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