Se Não Dá Conexão….

Com surgimento das redes sem fio se tornou comum compartilhar a conexão com a internet, mas existem vários pontos a serem observados com relação ao compartilhamento do acesso à internet.

O primeiro ponto que é totalmente ignorado pela grande maioria dos interessados em compartilhar a conexão é a tal da viabilidade técnica, que não é só a “visada” como muitos dizem.

Um sistema “enxergar” outra antena não é garantia que haverá compartilhamento de conexão sob ponto de vista técnico, aí surgem várias questões e dúvidas a respeito do assunto.

Eu sempre sugiro que para testar se existe viabilidade deve ser feita uma rede ad-hoc provisória, e que se conectem os dois computadores, aquele que vai compartilhar a conexão e o que vai ser beneficiado com o compartilhamento, e se a conexão for fácil e a troca de arquivos for rápida é certo que o acesso à internet também será bom.

Aí surge alguém dizendo que não tem nada a ver porque será o roteador que irá conceder o acesso, mas eu retruco dizendo que não resolve nada existir um roteador mandando 400 miliwatts para o espaço e em algum lugar uma placa wireless captando esse sinal mas sem conseguir conectar.

A explicação é bem simples: com o roteador transmitindo com 400 miliwatts (26 dBm) a placa wireless detecta o sinal, como normalmente as placas wireless não transmitem com potência superior a 32 miliwatts (15 dBm) não conseguem fazer com que seu sinal seja captado pelo roteador por melhor que seja a antena, obviamente que se a distância for curta e não existirem obstáculos significativos a conexão acontece normalmente.

Então alguém pode querer perguntar como é que acontecem as conexões entre computadores a 20 quilômetros ou mais, a resposta é que as potências envolvidas são teoricamente iguais, as antenas são direcionais e de alto ganho e também são iguais provavelmente, e os roteadores também transmitem com potência igual.

Obviamente que um dos roteadores é configurado em modo cliente, mas nem por isso que é deixada de lado a potência de transmissão, afinal, para que haja conexão é preciso que exista “troca de bits” entre os dispositivos.

Quando não há conexão, logo se pensa em aumentar a potência de transmissão, o que de fato resolve, mas as duas estações devem ter potências bem próximas, e nem sempre aumentando a potência serão resolvidos problemas de conexão, com estações transmitindo com potências iguais ou muito próximas a probabilidade é que se uma estação consegue “enxergar a outra” é bem provável que haverá conexão.

Existem casos em que as potências envolvidas são bem próximas e mesmo assim não há conexão ou ela é muito ruim, nesse caso a probabilidade é que uma das estações está com uma instalação boa e a outra estação está com problemas de instalação da antena, que pode ser até uma emenda mal feita.

Uma conexão mal feita ou até aquele pedacinho de fio que ficou de fora causa capacitância e interferência, afinal, trabalhar com alta frequência é algo prazeroso, mas requer atenção e não é permitido que pedaços de fios e soldas mal feitas ou soldas frias façam parte das instalações, e muito menos cabos coaxiais de má qualidade.

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