Como é a Portabilidade

A facilidade que dá ao cliente a opção de escolha da operadora que vai prestar serviços de telefonia fixa e móvel e manter o número do telefone a ele designado é chamada de portabilidade.

A portabilidade é um direito do titular da linha telefônica, seja ela pré-paga ou pós-paga, e independentemente da operadora do serviço a que esteja vinculado.

É interessante citar que mesmo que o titular da linha mude de endereço e o novo endereço estiver no mesmo código de área, o número de telefone será o mesmo, cito isso porque tem muita gente que fica presa a uma operadora devido ao endereço, e muitas vezes por medo de perder o número do telefone, já que em muitos casos já se tornou referencia.

A portabilidade tem regras, na telefonia fixa, o titular da linha pode mudar de endereço sem mudar de operadora, desde que seja na mesma área local, mudar de operadora sem mudar de endereço, mudar de endereço e de operadora, desde que na mesma área local, mudar de plano de serviço sem mudar de operadora.

Na telefonia móvel, o titular da linha pode mudar de operadora dentro da mesma área de registro (código DDD) e mudar de plano de serviço.

Em qualquer parte do Brasil é possível solicitar a portabilidade para as telefonias móvel e fixa, como vantagem a escolha da operadora que oferece melhores planos e serviços, para ser sincero, sou a favor de mais qualidade do que quantidade.

A portabilidade tem vantagens, mas também tem desvantagens, é uma questão de ponto de vista e necessidade, para uma pessoa que recebe poucas chamadas e que usa o telefone para uso pessoal e os amigos se acostumaram como é o atendimento a portabilidade não faz muita diferença, mas comercialmente a coisa não é bem assim.

Explico porque: um número portado é mantido com a operadora que forneceu o número para o cliente pela primeira vez, ao ser feita uma portabilidade, quem liga para o número na prática liga para a operadora origem, esta por sua vez deve “desviar a chamada” para um número intermediário que por sua vez desvia para o número portado, o titular da linha telefônica recebe a ligação normalmente e obviamente não precisa saber dos procedimentos reais de uma portabilidade.

Quem tiver dúvidas a respeito, experimente, vá a qualquer revenda de qualquer operadora e verá que a portabilidade funciona com um número provisório por 3 ou 4 dias e depois passa a valer o número real da portabilidade, isso não é por acaso.

Com a telefonia celular a demora em encontrar a torre que vai acionar o celular cujo prefixo coincida com o do cliente pode chegar a 30 segundos, depende de vários fatores, principalmente da quantidade de torres “da operadora matriz”, e quanto maior a distância mais torres e isso significa mais tempo, e para piorar, a quantidade de torres da operadora para a qual o número foi portado.

Com a telefonia fixa a portabilidade é um desvio de chamados, praticamente um siga-me, o tempo do fim da discagem até o primeiro toque no número destino também é maior, aliás, são uns 4 segundos que comercialmente fazem diferença, afinal, se demora a tocar o telefone, quem liga pensa logo em defeito e passa a procurar outro.

Mais existem situações extremas na telefonia fixa onde a portabilidade trás prejuízos com o passar do tempo, o que vou relatar é exatamente o meu caso.

Tenho um serviço de tele entrega e tempos atrás fiz a portabilidade de um número fixo da GVT para a TIM, mesmo com atendimento normal dos clientes, muitos não chamam mais, analisando gráficos e números de telefones que geralmente ligavam fiquei intrigado, pois não havia indícios da concorrência.

Como faço início, meio e fim, ou seja, atendo o telefone e também faço as entregas, tenho a oportunidade de conversar com os clientes e não é raro o cliente dizer que “liguei prá outro” porque deu na caixa postal e “eu precisava do produto urgente”.

Sem argumentos para dar na “caixa postal” mesmo com o telefone ligado passei a investigar sobre o sinal da operadora e a perda de chamados, de vantagem tenho a mobilidade, mas perco 30% dos chamados como se estivesse com telefone desligado, é prejuízo certo.

O TIM fixo usa um chip de celular, então quando alguém liga para meu número, ele liga para a GVT que recebe a ligação e desvia para um número intermediário da TIM, que no caso é um número de celular, este por sua vez liga para outro número de celular que “agora é o meu número portado” mas responde como meu número de telefone fixo, todo esse processo leva de 20 a 30 segundos da discagem ao primeiro toque no meu aparelho, isso apenas no código de área 47.

Essa demora de 20 ou 30 segundos é problema porque quem está ligando geralmente não espera e desliga antes do primeiro toque no meu telefone, são as “chamadas perdidas”, outros ligam, sabem que demora e esperam ser atendidos.

Enfim, para mim, parecia que a portabilidade resolveria meu problema de mobilidade, pelo fato de eu poder usar meu número como se fosse um telefone sem fio de longo alcance, mas as perdas de chamados e a demora da resposta desde a discagem da origem ao primeiro toque no destino me fizeram rever meu ponto de vista.

Como cada pessoa tem suas próprias necessidades, cabe a cada um julgar o que é melhor para si ou para seus negócios, neste momento decidi que pagar a taxa que é cobrada do usuário cada vez que ele portar o número é mais interessante, afinal, dependendo do caso, a própria operadora paga a portabilidade, que é mais ou menos o valor de um chip.

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