Montar Provedor Wireless

Como começar a montagem do provedor?

O primeiro passo só pode ser dado se tiver o link Internet, esse link pode ser adquirido de várias maneiras.

Geralmente o link é adquirido de uma operadora de telecomunicação ativa na região onde é pretendida a distribuição do sinal, o custo depende da operadora e da região, são links mais “potentes” que garantem qualidade e a velocidade de banda, e justamente por ter estas propriedades é que tem valor mais elevado.

Também pode ser usado o sinal de um ADSL ou de um CableModem, mas neste caso o sistema fica com um link “menos potente” porque que não tem garantia de banda, e com isso repassando um serviço menos profissional para seu cliente, em contra partida, o valor é bem mais acessível.

Se por acaso opte por este tipo de serviço não deve ser o fertada a venda de IPs válidos, isto quer dizer que empresas que necessitam de servidores com IP´s válidos na Internet para hospedagem de sites, VPN ou banco de dados estão fora da lista de possíveis clientes.

Se for adquirir de um provedor de internet que já possui um link grande, você deve ter uma pessoa na qual você tenha muita confiança, pois na maioria dos casos o provedor cobra um valor menor que uma operadora de telecomunicação, mas não “agüenta o tranco” e diminui a velocidade do link aos poucos sem que seja percebida, atingindo seu cliente diretamente e gerando má qualidade de serviços para seu negócio.

Para que quem quer ser profissional deve comprar um link de uma operadora de telecomunicações que seja grande e que esteja estável, apesar do custo ser maior, o serviço será de qualidade e seriedade.

É preciso ter um projeto:

Visada: é preciso saber se os pontos onde você irá atender os clientes possui visada direta, é o mesmo que dizer que os pontos devem ser visíveis e diretos para todos os pontos remotos.

Um bom local sugerido é um prédio grande ou uma torre bem alta, na verdade, um prédio é até melhor, nesse caso, os condôminos poderiam acessar internet através de cabos LAN que são baratos e assim já é vendida assinatura dos apartamentos.

Saber o número máximo de clientes: tenha certeza da média de clientes atendidos na região, um bom número de clientes para cada Access Point é de no máximo 30 clientes Wlan, ou seja, kits PCI, Kits cliente ou Ethernet Converters, e anexos à ela.

Depois de uns 30 clientes o equipamento começa a ficar lento, e começa a perder pacotes, e fica impossível trabalhar com níveis de segurança e com qualidade.

Quando o equipamento começar a ficar lento, será necessária a implementação de novos equipamentos ou novos pontos de distribuição.

Quantidade de repetidoras: para cada nova repetidora serão necessários vários novos equipamentos, mas é bom saber que em prédios ou torres próximas uma à outra possibilita a instalação de novos pontos de distribuição.

Para cada novo ponto serão necessários 2 rádios somente para enviar o sinal de um ponto ao outro, mais um equipamento para distribuir o sinal em modo Access Point.

As antenas: utilize sempre antenas direcionais de ganhos menores mas de boa qualidade, são antenas mais caras mas garantem uma uma grande redução no problema de interferências e de ruídos.

O mesmo se aplica aos amplificadores de potência, só devem ser utilizados amplificadores de potência quando não for realmente possível o enlace, em caso contrário, quanto menos amplificação melhor.

Origem dos Produtos: por novas normas da Anatel, é necessário que sejam utilizados produtos registrados e homologados, só são aceitos novos provedores com projetos de infra-estrutura e licença de funcionamento SCM, e para que isso seja possível a Anatel exige a certificação do fabricante e um projeto assinado por um engenheiro de redes ou elétrico.

Atender a prédios: se a finalidade é atender somente prédios, convém centralizar o provedor em locais onde existem vários condomínios, mas antes tenha certeza de que o local onde está sendo instalado não existe concorrência, e nunca utilize duas antenas omni no mesmo local, se utilizar duas antenas omni certamente surgirão problemas de interferência, o modo de interligação entre prédios deve ser realizado com protocolos de comunicação especiais desenvolvidos para redes externas, como o MultiLink da Samsung, TurboCell da Karlnet ou Worp da Proxim, esses são protocolos específicos para conexão em espaço aberto (outdoor) e garantem melhor desempenho e qualidade no link entre os pontos de conexão diminuindo problemas com interferências e aumentando o nível de Throughput.

É altamente recomendável que seja dada preferência para equipamentos de 5.8 Ghz para fazer a ligação entre as torres de transmissão (backbone), assim o sistema de distribuição fica livre de interferências e garante uma boa performance.

Atender a residências: se o cliente for um Access Point Client, isso significa que o sistema está trabalhando com o equipamento em modo 802.11b Open Share, e neste modo de operação as distâncias são limitadas entre 3 a 4 Km no máximo, por isso, deve ser escolhido um local onde a abrangência aos clientes seja bem grande para garantir o uso total do equipamento.

Se o interesse é em trabalhar com clientes residenciais e condomínios ao mesmo tempo, deve-se utilizar um equipamento diferente para cada finalidade.

Uma central irá fazer o trabalho de Access Point e a outra vai fazer o MultiLink para os prédios.

Procedendo dessa forma evita-se o comprometimento do link com os clientes evitando saturação da banda para determinados locais.

Os custos: se for ofertado aos clientes 256 Kbps compartilhado, significa que cada estação chave irá receber 256K bps 24 horas por dia nos 7 dias por semana.

Com isso, é preciso estar atento ao consumo de banda em excesso pois o lucro vem da utilização do link ou da não utilização.

Um cliente empresarial utiliza maior quantidade de banda que um cliente residencial, por isso o valor da mensalidade do cliente empresarial deve ser maior que um cliente residencial.

Ainda deve ser lembrado que um cliente empresarial exige mais seriedade no link, deve-se ter o menor nível de problemas possível, menor nível de problemas que um usuário residencial.

Macete: em regra geral, a média é de 10 para 1, isso quer dizer que para cada 256 Kbps verdadeiros, podem ser “pendurados” até dez clientes com a mesma velocidade, e com o tempo, a otimização do consumo deverá ser adequada para cada caso.

É comum pensar que se 1 Mbps tem 4 X 256 Kbps, é possível colocar até 40 clientes em cada Mb, mas não é bem assim, em cada caso deve ser analisado o consumo da banda, e sendo assim, a otimização do sistema é fundamental, se existirem clientes residenciais e clientes empresariais, um alerta é que o consumo da residência é na maioria dos casos durante a noite, e ao contrário, o consumo de uma empresa é durante o dia.

Note que cada caso deve ser estudado com muito cuidado, pois o truque para ganhar dinheiro está justamente na análise do consumo de banda, e é claro, na correta configuração da largura de banda para cada cliente, por isso, é importante a escolha de equipamentos.

Em pouco tempo já se sabe se o empreendedor irá crescer ou se vai afundar, mas o segredo é não ter pressa para vender e fazer vendas bem feitas, como se sabe, muitos precisam do acesso, e todos querem ganhar dinheiro, não é verdade?

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