Farsa da Internet Limitada

O limite de tráfego de dados é apenas uma cortina para esconder aqueles que querem acumular fortunas, é preciso parar de resistir às novas tecnologias e as inovações, senão vamos continuar atrasados, usando equipamentos sucateados, e pagando os olhos da cara por serviços de péssima qualidade.

Nos últimos dias o assunto internet limitada tem estado em evidência, na verdade é uma notícia que não é nova, e devido a mobilização dos usuários de internet a tag #ForaInternetLimitada ficou nos trending topics das redes sociais por vários dias.

A verdade é que quando não mexe diretamente com as coisas das quais temos interesse, o assunto não tem importância e não nos envolvemos, mas quando as operadoras de telefonia e internet, como a Net e a Vivo, vão limitar a quantidade de consumo de dados da conexão fixa, da casa ou do trabalho, aí o assunto desperta interesse e a revolta é imediata.

Para quem gosta de jogos online, navegar no youtube, assistir filmes ou apenas ficar horas e horas conectado e tem pouca grana, com certeza terá que mudar de hábitos e começar a controlar igualzinho como é feito com o plano de dados da telefonia móvel.

Quem tiver um plano de 20 GB de consumo mensal só vai poder assistir uns 15 filmes por mês, se passar dos 20 GB a internet será cortada ou ela ficará tão lenta que possivelmente o usuário irá pagar por mais dados.

A chantagem pelo pagamento de dados adicionais ao pacote contratado é a estratégia a ser colocada em prática em 2017, exatamente como é feito atualmente na telefonia móvel.

Teremos que conviver e administrar o limite de dados na internet, se já não bastasse o limite de qualidade e de tráfego de dados imposto pelas linhas móveis, em 2017 teremos também na telefonia fixa.

E o consumidor será muito afetado, mas o berreiro mesmo só vai acontecer quando tudo já estiver implantado, nas casas será sentida a mudança, mas não tanto quanto nas escolas, nas empresas e nos órgãos públicos.

Quem não tiver condições de custear um plano de acesso ilimitado vai ter problemas para manter a velocidade de sua conexão e continuar a utilizá-la.

O limite de tráfego vai dificultar a criação de novos negócios que geralmente não conseguem financiamentos e tem que começar com investimentos próprios e isso significa menos dinheiro para investir, esse é só um exemplo.

E como ficam as escolas? Será que as escolas terão orçamento para garantir que computadores e tablets dos alunos permaneçam conectados?

Talvez, e só talvez alguém consiga fazer os responsáveis enxergar o retrocesso que significa apenas uma sala ou um laboratório com alguns computadores conectados, ou será que querem matar a saudade dos anos 90?

Limitando a quantidade de dados estará sendo limitado também o acesso a educação, aliás, limitar a educação tem sido uma prática do atual governo, se houvesse uma posição política contrária ao limite de tráfego de dados, certamente o assunto já teria sido encerrado.

O limite de tráfego de dados vai distanciar ainda mais os ricos dos pobres, pois os ricos serão capazes de pagar pela internet rápida e ilimitada, mas os pobres não conseguirão pagar pelo serviço, e a frase afirmando que a internet é o local mais democrático do mundo já não será verdadeira.

E assim o Brasil não vai conseguir sair de sua condição de atrasado, e não vai dar para ser um país que está a alguns passos na frente dos países desenvolvidos.

Obviamente que existem países onde há limite de dados nos plano de internet, mas também existem opções de consumo ilimitado com preços acessíveis.

A Anatel é o órgão regulador o setor, pelo menos na teoria deveria proteger o consumidor, mas posiciona-se justificando a medida, ao dizer que está inviável manter o atual fluxo de dados da rede, e que a rede está cada vez mais congestionada por serviços de streaming.

Será que a melhor medida é cobrar isso do bolso do consumidor? Não existem alternativas, quem vai pagar pela infraestrutura é o consumidor, e o consumidor vai pagar até pelo que já existe e que é ruim.

A verdade é que por trás de qualquer justificativa está a briga declarada das operadoras contra os serviços de streaming, como youtube e Netflix.

Os motivos são claros, nos últimos anos os assinantes migraram para outras opções de streaming, e na guerra pelos clientes, existem tentativas de prejudicar o rival de diversas formas.

Não tem nenhum tolo não, limitar a internet de casa também é uma forma de prejudicar o Netflix, pois todos os assinantes são afetados.

Quem gosta de tecnologia e vê serviços inovadores surgindo para facilitar e baratear serviços fica chateado quando percebe que a primeira reação de quem ficou para trás é tentar expulsar a novidade.

Eu adotei o WhatsApp no meu trabalho, houve muita resistência e desconfiança, hoje 90% dos clientes o utilizam como meio de contato, mas não foi fácil, com paciência e perseverança consegui me impor.

O fato é que a cada novo serviço que chega, concorrentes procuram taxá-lo ou torná-lo inviável ao consumidor, em vez de criar alternativas capazes de enfrentar novo concorrente.

Assim é com o Netflix, com o Uber, com o WhatsApp que está tirando bilhões das operadoras, como é que agora elas conseguem ofertar planos de voz mais acessíveis? Porque não podiam antes? A tecnologia não mudou em nada nesse aspecto.

E porque é permitido que operadoras se fundam diminuindo a concorrência?

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