Módulo de Acionamento

Módulos de acionamento existem em quantidade pela internet e nos livros de eletrônica, mas com versatilidade e com componentes de uso comum e principalmente baratos são um tanto escassos.

Às vezes, por ser mão por não ter componentes em mãos é preciso recorrer a componentes que já estão disponíveis, principalmente nos finais de semana, afinal, em muitos casos se gasta muito mais para ir até uma loja de componentes eletrônicos do que o valor dos componentes que serão usados num projeto pequeno ou num módulo de acionamento.

O projeto do circuito proposto nesse texto trata-se de um módulo de acionamento da carga final, que pode ser uma lâmpada, uma sirene ou qualquer aparelho que seja alimentado por 110 ou 220 volts.

Na prática, é uma chave eletrônica que liga alguma coisa quando é acionada e permanece acionada até que for acionada novamente, resumindo, num disparo liga, e com outro disparo desliga.

Com essa característica há uma infinidade de aplicações, que podem ser aplicações luminosas infravermelho ou luz visível, ou até o disparo através da radiofrequência, através de celular, ou outro tipo qualquer que seja vaiável, o sensor é que vai determinar qual o método de acionamento.

O disparo é por pulso negativo, e os componentes são todos de uso comum e fáceis de serem encontrado no comércio especializado, e o melhor é que é tudo bem baratinho, pensei nisso também, já que a maioria de nós amantes da eletrônica também é mão de vaca.

O componente mais caro deve ser o relê, que deve ser de acordo com a tensão de alimentação, usei de 12 volts com bobina de 600 ohms, com apenas um contato reversível do tipo normalmente aberto, relês de 1 contato  simples também servem.

D1 é um LED comum, pode ser vermelho, ele fica apagado quando o circuito está acionado, D2 é um LED comum, pode ser verde, ele fica aceso quando o circuito está ativado, é uma espécie de monitor que também serve para saber se o transistor Q1, um BC548 (NPN) está recebendo polarização em sua base.

D3 protege Q1 contra surtos de tensão que são gerados na bobina do relê, R3 é de 1K5 (1500 ohms) e sua função é limitar a corrente na base de Q1 e proteger a saída do CI 4017.

R1 e R2 são de 1K (1000 ohms) tem como principal função limitar a corrente que circula por D1 e D2, também protegem o CI 4017.

Q2 é um transistor do tipo PNP, C1 é de 100 nano farad (100 nF), sua função é estabilizar a tensão no coletor de Q2.

R4 é de 100K (100000 ohms) que tem função dupla, ele age como carga de Q2 e força o aterramento do pino 13 do CI 4017 quando não tiver sinal de disparo na entrada.

 

R5 é de 150K (150000 ohms) e polariza inversamente Q2 impedindo que ele dispare com apenas os transientes presentes no ambiente.

C2 é de 47 nano farad (47 nF) e tem como função estabilizar a base de Q2, R6 limita a corrente de entrada e protege Q2.

O componente principal é um CI CMOS 4017, esse CI é muito usado como contador e quase nunca como flip-flop, como na aplicação proposta neste texto, como se trata de um contador, ele volta sempre para o início da contagem.

Sendo assim, basta resetar o contador cada vez que ele contar até 3, então a contagem começa novamente no início, e isso é feito com um pulso positivo no pino 15, que é o reset.

O CI conta normal de o pino 13 estiver no mesmo potencial do pino 8 que é o negativo da alimentação, assim, basta ligar o pino 13 no negativo da alimentação e a contagem é normal, se tornar o pino 13 com o potencial da alimentação, a contagem fica congelada.

Com se observa, basta conhecer as várias funções de um circuito integrado e assim poderão ser criadas várias funções.

flip_flop_4017

Conforme escrito acima, as possibilidades são infinitas, em outro texto vou voltar a usar esse módulo com algum tipo de sensor, mas para não ficar sem testar, deixo o circuito mostrado abaixo, ele é baseado em LDR, então podemos fazer alguma coisa relacionada a luz.

Na figura abaixo em 1, quando houver a incidência de luz sobre o LDR (R1) a saída será positiva, e o ajuste de sensibilidade é feito no trimpot de 47K, na figura abaixo em 2 o efeito é inverso, quando o LDR ficar no escuro a saída será positiva, e o ajuste de sensibilidade é feito em VR2 que é um trimpot de 100K.

disparo_ldr

Bem, isso foi só para dar uma ideia, possibilidade são muitas, vai da criatividade de cada um.

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