Substituição de Diodos

Se o aparelho deixou de funcionar e sabemos que foi a fonte que deixou de funcionar, e quando a fonte deixa de funcionar primeiro verifica-se a chave liga-desliga, se ela estiver funcionando normalmente a próxima inspeção a ser feita é no fusível.

Se não teve ninguém com uma chave de fenda causando curto-circuito entre os pontos de solda ou encostando os fios pelo simples prazer de ver as faíscas, e mesmo assim o fusível “se queimou” é porque existiu ou ainda existe alguma coisa errada.

Se apenas um surto de tensão causou um aumento na corrente o fusível se queimou ele funcionou como deveria, afinal, a função do fusível é se romper quando há excesso de corrente, em muitos casos a simples troca do fusível por outro com as mesmas especificações resolve o problema, obviamente que para voltar a funcionar normalmente não deve ter estragado nenhum outro componente.

Mas quando a simples troca de fusível não elimina o defeito, então é preciso procurar por um ou mais componentes danificados, digo um ou mais componentes porque pode ser que apenas um componente possa ter ficado alterado ou danificado, mas também pode ser que vários outros componentes de um circuito sofram alterações.

Mas por onde começar é que são elas, testar todos os componentes ou testar apenas aquele componente supostamente estragado é a dúvida, como em tudo na vida existem regras, para os componentes eletrônicos não é diferente, elas não são nada flexíveis ou fáceis de manipular, afinal regras são regras, e essas regras são as de funcionamento de um circuito eletrônico.

Encontrar um componente danificado pode ser fácil ou não, mas se um fusível estiver “queimado” é possível ver através do vidro, mas existem fusíveis que não tem como saber o estado a não ser que seja feito o teste de continuidade, mais isso não é bicho de sete cabeças, pois em boa parte dos circuitos eletrônicos os fusíveis são apenas encaixados.

Se o fusível foi testado e o teste de continuidade comprovou que ele está conduzindo, o próximo passo é testar os diodos retificadores, é preciso prestar atenção, pois os diodos retificadores podem estar dispostos em forma de ponte de diodos ou cada diodo retificar uma fase do sinal.

Obviamente que existem diodos que não precisam nem ser testados para saber que estão danificados, pois visualmente eles demonstram estar danificados, mas mesmo que num teste de continuidade eles apresentem resultados para “bom estado” devem ser substituídos por outro diodo ou outra ponte de diodos com as mesmas características.

Quando se fala em componentes eletrônicos e substituição existem muitas situações onde a experiência faz a diferença, numa TV de fabricação nacional é possível obter o diagrama eletrônico em alguma loja, mas numa TV fabricada na China a coisa é bem diferente, eles usam uns códigos que em muitas das vezes só servem para eles mesmos.

Quando se trata de retificação, os diodos têm sempre algumas características que não devem ser desprezadas, e outras que não tem a menor importância, afinal, quem vai se importar com a frequência de corte de um diodo retificador?

Mas a corrente suportada deve ser levada em conta, em todo caso, na falta de um original ou outro similar deve ser colocado no lugar, e aí surge outra questão: Posso colocar um diodo ou uma ponte de diodos que tenha maior capacidade do que aquela que estava antes?

Se tudo estiver funcionando não deve ser mexido em nada com a intenção de melhorar a capacidade de corrente, mas no caso de tentativa de recuperar algo que já está “quase” perdido a tentativa é válida.

Numa fonte de TV ou numa fonte de computador, em geral, a ponte de diodos, ou diodos que retificam as fases do sinal não tem capacidade de corrente maior que 10 ampères, e isso é fácil de ser percebido pelo aspecto físico do diodo, isso significa que qualquer diodo retificador de 10 ampères pode ser colocado no lugar de um diodo retificador “estrangeiro” que queimou por algum motivo.

Outro problema a ser resolvido é a questão de como obter esse diodo substituto, me desculpem os vendedores de componentes eletrônicos, com raras exceções, se o comprador não souber identificar o que está comprando ele levará filhote cobra no lugar de minhoca adulta.

Mesmo assim, antes de fazer numa escolha por chute, existem várias opções para obter código para componentes equivalentes, mas na falta é preciso “chutar”, afinal de contas, se queimar existem duas opções esclarecedoras: ou o componente era fraco para a função ou existem um ou mais componentes em curto no estágio seguinte.

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