Tempo de Corrosão

Quem faz suas próprias placas de circuito impresso sabe que o processo é cheio de detalhes, é preciso estar atento e não cometer erros desde o momento da criação do circuito até a montagem final.

Até aquele componente que foi adicionado no circuito de testes não pode e não deve ser esquecido, sob pena de estragar o visual da montagem final, mesmo que vá ficar dentro de uma caixa, tem que estar com boa aparência, afinal, o orgulho de mostrar a montagem funcionando é algo que não tem preço.

Os componentes bem distribuídos e bem soldados aparentando uma montagem profissional pode não se concretizar se a placa de circuito impresso não tiver sido bem desenhada, e pior ainda, se a parte metálica que não faz parte das trilhas tiver sido mal corroída, ou a corrosão tiver afetado também as trilhas.

Mas afinal, qual é o tempo em que a placa de fenolite deve ficar submersa na solução de percloreto de ferro?

Claro que essa é uma boa pergunta e a resposta também é a das mais escorregadias e não responde absolutamente nada, mas é preciso deixar claro que depende de vários fatores:

1) Depende da espessura do revestimento metálico da placa de fenolite, existem diversos fabricantes, e alguns colocam camadas tão finas que não chegam a meio micron e outros colocam camadas que passam dos dois microns.

2) Depende do estado da solução de percloreto de ferro, dependendo da quantidade de vezes que foi corroída alguma placa, pois as partículas da corrosão anterior se acumulam no fundo da solução, a quantidade de partículas indica que a solução está “velha” e que precisa ser renovada ou totalmente refeita.

3) A temperatura ambiente também tem influencia no tempo de corrosão, com temperatura ambiente maior o tempo de corrosão tende a ser menor se a solução estiver boa, com temperatura mais baixa o tempo de corrosão tende a ser maior, note que a solução de percloreto de ferro esquenta durante o processo.

4) Um fator que altera o tempo de corrosão é ficar tirando a placa de fenolite da solução para ver como está ficando, o famoso “ver se está bom”.

5) Outro detalhe que altera o tempo de corrosão é utilizar meios de acelerar o processo de corrosão, sempre fiz isso com relativa rapidez, pois utilizo um “equipamento” que faz com que a vasilha com a solução fique tremendo, mas não “mergulha” a placa de fenolite na solução, apenas as partículas vão para o fundo da vasilha.

Existem detalhes  a serem considerados, mas só os que citei servem de base para deduzir que não é possível saber o tempo que leva para a corrosão de uma placa de fenolite, para deixar as trilhas perfeitas  e com um acabamento de colocar inveja, pois até a quantidade de água colocada na solução de percloreto de ferro causa influência no tempo final.

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