Testando SCRs

Um SCR não passa de um diodo no qual é acrescentada uma chave, que é uma forma de ligar e desligar o diodo, o diodo deixa passar o fluxo de corrente apenas em um sentido e tem apenas dois terminais.

O SCR também deixa passar o fluxo de corrente em apenas um dos sentidos, mas tem um terminal que serve para, digamos, ligar e desligar o SCR, fazendo com que ele se comporte como se fosse uma chave eletrônica.

Num diodo é feito o teste de funcionamento medindo a continuidade entre catodo e anodo e vice-versa, em um dos sentidos a corrente passa e no sentido contrário não passa corrente, mas no caso do teste de funcionamento do SCR a coisa não é tão simples.

O teste de continuidade comprova apenas o estado das junções anodo e catodo do SCR e vice-versa, mas no terminal gate não dá para testar para ter uma conclusão que mereça confiança.

Ibytes_terminais_scr

Entre as maneiras de testar um SCR, a mais utilizada é o teste de continuidade utilizando um multímetro, mas esse método de testes só confirma pouco mais de 60% de acertos.

Uma forma de testar SCR com eficiência de 100% é um circuito de testes, geralmente são circuitos simples e são muito mais conclusivos do que utilizando um multímetro.

Um circuito de testes consegue testar praticamente 100% dos tipos de SCR, pois além do teste de continuidade ele executa o teste de comutação, que é o princípio de funcionamento do SCR.

O esquema eletrônico do circuito de testes de funcionamento do SCR é mostrado na figura abaixo.

ibytes_teste_scr_esquema

Será necessária uma fonte de 12 volts, não use fonte chaveada, use tensão de bateria automotiva ou de uma fonte baseada em transformador, desde que retificada e filtrada, embora o circuito mostre 12 volts, qualquer fonte com até 30 volts serve, a sugestão de 12 volts faz sentido pois pode ser usada uma lâmpada do pisca-pisca automotivo para monitorar a ação do SCR.

O funcionamento é simples:

Em primeiro lugar é preciso saber a disposição dos terminais do componente a ser testado, no caso do TIC106D os terminais são mostrados na primeira imagem desse texto, para outros tipos de SCR a disposição dos terminais pode ser diferente.

Certifique-se que CH2 está ligada e conecte o SCR no circuito levando em conta os terminais do SCR, eu costumo soldar os terminais, mesmo que para um simples teste, assim tenho certeza do real estado do componente.

Se a lâmpada não acender é um bom sinal, pelo menos as junções anodo e catodo não estão em curto, se a lâmpada acender desligue CH2 e comece o teste novamente.

O próximo passo é pressionar CH1, a lâmpada deve acender e permanecer ligada mesmo depois que CH1 for liberada.

Nessas condições podemos concluir que o SCR está em bom estado.

Se a lâmpada não acender, antes de prosseguir verifique se CH2 está realmente ligada.

CH2 serve para desligar o SCR, o teste descrito pode ser feito sem essa chave, mas mesmo que apresente um teste aparentemente confiável, ainda há outro teste para ser feito, é a prova dos nove.

Ao desligar CH2 a lâmpada deve apagar e permanecer apagada até que CH1 seja pressionada, pois caso a lâmpada ligue sem ser disparada pela polarização de R1, significa que há corrente de fuga no terminal gate, e nesse caso o SCR não está bom.

Se a lâmpada acender com CH2 ligada mas sem pressionar CH1, está havendo fuga de tensão para o terminal gate,  para verificar essa possibilidade, use um pedaço de fio fino para provocar um curto-circuito momentâneo entre o terminal gate e o terminal anodo.

Durante o curto-circuito entre os terminais gate e anodo a lâmpada deve apagar e permanecer apagada possibilitando o restante dos procedimentos de testes, se a lâmpada voltar a acender sem ter sido pressionada CH1, o SCR está com defeito.

Se a lâmpada não apagar mesmo quando o terminal gate estiver em curto-circuito com o anodo o SCR está com defeito.

Como pode ser observado, com circuito de testes chega-se a uma conclusão muito mais confiável do que com testes utilizando um multímetro.

O layout de circuito impresso sugerido é mostrado na figura abaixo:

ibytes_teste_scr_layout

 

A montagem final deve ficar com o aspecto da imagem mostrada abaixo, lembre-se de soldar três pedaços de fios passando para o lado de cima da placa, possibilitando o acesso e facilitando os testes.

ibytes_teste_scr_vista

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