Detecção de frequências

De Marcos
Assunto: Detecção de frequência em ambiente

Boa tarde, Pedro.

Li algumas de suas postagens, achei interessantes suas explanações e conhecimentos sobre os temas de RF e eletrônica.
Minha dúvida é a seguinte:
Pelo que percebi, detectar uma escuta ambiente, que é transmitida por um transmissor, sendo utilizado qualquer meio possível é muito complicado, visto que hoje existem muitos “sinais” trafegando no local.

O que vc poderia nos brindar em conhecimentos sobre o tema, tendo em vista que existem vários sites oferecendo produtos diversos que afirmam detectar, mas que na realidade não conseguem detectar devido a várias frequências que capta no local, desde wifii, a torres de celulares próximas…
Desde já agradeço a atenção e parabenizo-o pela disposição em informar.

Resposta:

Olá Marcos,

Obrigado pela confiança.

Em qualquer local em que estivermos, seja num prédio próximo a uma torre com várias estações ou num lugar muito distante, mas muito distante mesmo, sempre haverá ondas de rádio.

Obviamente que a intensidade dessas ondas serão maiores ou menores, isso é fato incontestável, se fosse ao contrário como explicar que no polo sul existe sinal GPS ou que é possível sintonizar estações de ondas médias e curtas que estão há milhares de quilômetros de distância?

Num ambiente fechado existem até mais ruído de rádio frequência do que num ambiente aberto, pois as próprias ondas de rádio frequência se chocam e causam outras ondas de rádio frequência de menor intensidade, praticamente impossíveis de serem sintonizadas, mas causam ruídos e problemas de sintonia na frequência a ser sintonizada.

Aparelhos que são vendidos para detectar rádio frequência existem aos montes, na prática, qualquer montador de circuitos eletrônicos pode montar um, o problema é decodificar o que está sendo transmitido.

Em tempos remotos as transmissões eram simplesmente moduladas em amplitude modulada ou em frequência modulada e quem conseguisse sintonizar uma estação podia ouvir o conteúdo da transmissão sem nenhum tipo de equipamento especial.

Alguns da velha guarda sabem muito bem o que é ser corujão da rádio frequência, a verdade é que era até engraçado, se escutava cada coisa cabeluda que se hoje fosse escutada por algum desses vadios desocupados fariam chantagem até arrancar o último centavo.

Logo que surgiu o telefone celular da Motorola com sistema CDMA, digitando um código era possível colocar o telefone em modo serviço e escutar todas as transmissões da torre da região, mas logo acabou a farra dos corujões de frequências.

O fato é que atualmente as transmissões em sua grande maioria não são mais simplesmente moduladas, o conteúdo a ser transmitido é tratado com um codificador e o receptor ou é preparado de fábrica para descodificar a transmissão.

Como se percebe, a coisa é complexa, detectar que existe um transmissor enviando um sinal para algum lugar é fácil, mas saber o que está sendo enviado é outra conversa.

Um detector de escutas pode acusar invasor, mas pode ser o celular a 50 metros de distância, isso porque o celular ficar na condição de espera, é apenas um rádio receptor, e quando ele recebe um tom que acompanha o sinal de rádio frequência é a deixa para ele transmitir um sinal dizendo “estou aqui”, ou seja, quando toca para ser atendido.

Então, a detecção de intruso pode acusar um “falso positivo”, mas na prática pode não ser um invasor, pois a quantidade de equipamentos que utilizam rádio frequência em ambientes próximos pode alterar o movimento de sinais em outros ambientes.

Num resumo simples, um Scanner de rádio frequência detecta sinal, se tiver acoplado a ele um frequencímetro também será possível saber a frequência, mas chegando a parte de decodificação da informação que é transportada pelo sinal de rádio frequência fica complicado.

Obviamente que sabendo que há um transmissor intruso no local e não há meios de saber onde está, o negócio é instalar um transmissor com a mesma frequência de transmissão e com potência maior para que a transmissão nova sobreponha a invasora, e modular o novo transmissor com várias frequências oscilantes para evitar ou apenas atrapalhar a sintonia da escuta remota.

A detecção por si só não anula o “espião”, podem ser dificultados os processos de escuta remota, mas o correto seria saber onde está o aparelho intruso, e isso pode ser muito dificultado se por acaso o intruso só transmitir a informação em intervalos de tempos.

Enfim, são tantas técnicas, são tantos os meios, que o mundo da espionagem é muito grande em matéria de meios e de técnicas, às vezes, um sistema antigo é utilizado e não é encontrado por equipamentos modernos.

Um exemplo disso é o telefone convencional, mesmo sendo crime espionar conversas alheias há quem faça, e é de simplicidade impar colocar um microfone e escutar a centenas de quilômetros de distância, ou na primeira caixa mais próxima da casa do alvo.

Para evitar problemas de escutas em reuniões com fins comerciais é bom trocar de salas inesperadamente, assim uma escuta instalada num ambiente não tem serventia alguma.

Ou quem sabe, dependendo do grau em que se deseja o sigilo, uma sala toda forrada com papel alumínio, tudo depende do que é desejado proteger e quanto dá para ser investido na proteção.

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