Porque Não Conecta?

Uma das maiores facilidades nos dias atuais é o acesso à internet sem a utilização de fios, mas para tudo funcionar bem é preciso ter equipamentos certos.

A verdade é que não basta ter equipamentos adequados e nem top de linha, é preciso mais que isso, é preciso ter um sinal de boa intensidade e preferencialmente o mais limpo possível em relação a ruídos.

Atualmente as bandas de frequências estão cheias de ruídos, e esses ruídos são causados por outras estações que operam em frequências próximas, ou até mesmo na exata frequência que vai ser utilizada por um determinado equipamento.

Na banda dos 2.4 GHz não é diferente, e a banda dos 5.8 GHz também já está ficando congestionada e ruidosa, e o que hoje é vendido como solução para problemas de conexão, não vai demorar muito para deixar de funcionar e muitos não saberão por que deixou de funcionar.

Para a alegria dos vendedores, a solução será comprar outro equipamento mais moderno, o que nem sempre é verdade.

Mas, porque as conexões sem fio teimam em não funcionar? Se eu fiz tudo certinho, a antena é a recomendada, a placa de rede para conexão sem fios e aquela que um amigo usa e funciona muito bem.

Com minha experiência descobri que não é tão simples, não basta eu captar o sinal wifi e ser o suficiente, é preciso que a estação remota também perceba e aceite o sinal da minha placa de rede.

Somente assim é que haverá comunicação entre as duas placas (ou sistemas) e então será possível a conexão e o compartilhamento de dados e de internet.

Nada se faz sem ferramentas apropriadas, isso é uma regra que vai do lenhador ao chefe de recursos humanos de qualquer empresa, e as ferramentas do curioso de uma determinada área também não podem faltar, afinal, fazer as coisas de olho ou no chute é pedir para não ter resultados animadores.

Para medidas de sinal na banda dos 2.4 GHz utilizo o programa Network Stumbler, acho que é o único do gênero, o autor não tem feito atualizações, mas as funções existentes são suficientes para fazer ajustes de antenas e verificar se o sinal que desejo captar chega com intensidade suficiente na minha estação, e aliando experiência com a ferramenta, dá para saber praticamente tudo sobre uma estação remota.

Antes de começar, é preciso que uma coisa fique clara, nas medições de sinais wifi, -100 dBm é equivalente a sinal 0 (zero) e 0 dBm é o mesmo que 100% da intensidade do sinal, sei que isto causa confusão, mas para esclarecer, a contagem é feita de 0 (zero) para menos, ou seja, o zero é o ponto de partida e a contagem é feita ao contrário.

Agora dá para continuar, na imagem pode ser observada a intensidade do sinal da estação GVT-F3E5, cujo sinal é captado no local onde estou, não tem como eu saber qual é a potência do sinal, mas sei que o sinal da minha placa de rede não chega até a estação GVT-F3E5.

A intensidade do sinal que chega até minha placa wifi é -85 dBm, ou seja, 85% do total do sinal se perdeu no caminho, e a relação entre sinal e ruído (SNR) é 17 e só chega 15% do sinal.

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A imagem ainda mostra outros detalhes que são utilizados na análise, e aos quais já citei.

Na estação GVT-3DAC o sinal é de -79 dBm e a relação entre o sinal e o ruído é 21, nesse caso pode até acontecer a conexão, mas como a tendência é que o sinal de radiofrequência oscile, será uma conexão com alternância entre perder a conexão e conectar novamente.

Na estação receptora são recebidos 21% do total da intensidade, como resultado da diferença entre o sinal e o ruído é zero, permanecem os 21% da intensidade do sinal, mas essa intensidade de sinal é fraca demais, então fica fácil de perceber que a conexão não será de boa qualidade.

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Vamos a outro exemplo, nesse caso o sinal é -57 dBm, o resultado da diferença entre o sinal e o ruído é zero, ou seja, nulo, só que a intensidade do sinal é 57% do total emitido pela estação remota.

Nesse caso teria que haver um ruído intenso na frequência para anular os 57% do sinal, e é nesse ponto que entram vários detalhes relacionados a radiofrequência.

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Esses detalhes são os mais simples e muitas vezes esquecidos ou ignorados pelos experimentadores de plantão e que reclamam quando não conseguem alcançar seus objetivos, muitas vezes por deficiência técnica ou por inviabilidade mesmo.

Claro que muitos detalhes são corriqueiros e relevantes para quem mexe com ondas de rádio e que aparentemente conseguem fazer milagres, o que não é verdade.

Manipular ondas de rádio é uma ciência, pode ser por esporte ou profissionalmente, mas tem regras, tem lógica, e para completar são invisíveis a olho nu, os resultados só são vistos nas estações ou com instrumentação apropriada.

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