Teste NPN BD 139

Para testar as condições elétricas de um transistor do tipo BD 139, posiciona-se ele de forma que a parte preta, aquela onde está impressa a identificação do componente fique virada para o técnico (ou curioso, sei lá).

Com a experiência e o uso frequente de determinados componentes, o Datasheet pode até não ser necessário, desde já se saiba de antemão a posição dos terminais do componente.

E quando não dá para identificar o componente através da impressão no corpo dele, é preciso identificar a polaridade e o estado do componente apenas com o multímetro, há quem não consiga, em todo caso, em alguns dos vídeos disponibilizados no canal Ibytes é mostrado como fazer isso.

Obviamente que o Datasheet pode ser necessário dependendo da familiaridade do técnico com o componente, em todo caso, o objetivo desse texto é descrever o teste de funcionamento de um transístor NPN utilizando um multímetro analógico como instrumento de medição.

Para começar, coloque a chave seletora na seção ohms e na escala X1, ajuste o fim de escala do ponteiro (é o juste de zero), eu já estou familiarizado com o transistor BD139, e sei que o terminal base é o terminal da direita, desde que a parte das letras esteja virada para mim.

O terminal coletor é o terminal do meio e o terminal emissor é o terminal da minha esquerda, qualquer um aprende de cor e salteado, com  passar do tempo.

O multímetro é do tipo analógico, então, com a ponta de prova preta na base, meço a continuidade entre as junções base e coletor, a deflexão do ponteiro deve ser de mais ou menos dois terços do curso total para um transistor com as junções base/coletor em bom estado, apenas essa medida não dá diagnóstico final, é preciso continuar.

Com a ponta de prova preta na base, meço a continuidade entre as junções base e emissor, a deflexão do ponteiro também deve ser de mais ou menos dois terços do curso total para um transistor com as junções base/emissor em bom estado, ainda não terminou.

Mas com as medidas descritas é muito provável que o transistor esteja bom, mas ainda é preciso medir a continuidade entre o terminal coletor e o terminal emissor.

Com a ponta de prova preta no coletor, medir a continuidade entre as junções coletor e emissor, não deve haver deflexão do ponteiro, se o transistor estiver com as junções coletor/emissor em bom estado, dá para arriscar como transistor bom.

Há quem não faça este um último teste, mas eu gosto de fazer para não ficar nenhuma dúvida: com a ponta de prova preta no emissor, meço a continuidade entre as junções emissor e coletor, não deve haver deflexão do ponteiro, se o transistor estiver com as junções emissor/coletor em bom estado.

Qualquer movimento do ponteiro nas medidas entre coletor e emissor, independente da posição das pontas de prova, condena o transistor.

Pode parecer confuso? Assista ao vídeo abaixo.

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