O Relógio da Luz

Neste texto vou tentar descrever de forma simples e objetiva como é, e como funciona um relógio medidor de consumo de energia elétrica, o objeto em questão é um medidor de consumo de energia elétrica do tipo analógico.

O conhecimento não deve ser utilizado para fins ilegais, já que muitas pessoas pretendem saber como funciona para obter algum tipo de vantagem ilícita, o objetivo é deixar claro como funciona a eletricidade utilizando o magnetismo para um tipo de medição, no caso, o consumo de energia elétrica.

Que fique claro que fazer gato de luz tem o mesmo significado de roubo de energia elétrica, sendo assim, o autor não apoia e nem incentiva essa prática, independente da opinião de cada indivíduo, a descrição do funcionamento aqui tem como objetivo o conhecimento.

O furto de energia elétrica é um crime previsto em Lei, e, além disso, é muito difícil mexer num relógio medidor de consumo sem deixar rastros, para a concessionária, só o fato de o lacre estar quebrado já é considerado violação.

Para acessar a parte interna do relógio, é preciso romper o lacre da caixa do medidor, então sugiro que as comprovações sejam feitas com materiais que podem ser obtidos em sucatas, jamais mexa na caixa do medidor do consumo de luz da sua casa.

Ao abrir a caixa do medidor, observam-se quatro fios, que na real são apenas dois, o fio fase e o fio negativo, como sabemos, o fio fase é aquele que dá choques, e o risco de morte é eminente, então, cuidado, sempre.

Ao fio negativo é ligado também o fio terra, a passagem desse fio pelo medidor tem pouca importância do ponto de vista elétrico, mas é uma necessidade.

Olhando da esquerda para a direita, temos o sentido da eletricidade que passa pelo medidor, dependendo da região do Brasil, o fios podem ter cores diferentes e padronizados, em Santa Catarina atualmente o fio azul é o fio fase e o fio sem capa, ou fio preto é o fio do negativo.

Para acessar a parte mecânica é preciso retirar uma proteção de vidro, há outro lacre nessa proteção, justamente para não ser mexido, atrás dessa proteção há um mecanismo do tipo usado em velocímetros antigos, onde um eixo gira e uma rosca sem fim movimenta um mecanismo que por sua vez conta o número de voltas do eixo central.

Uma hipótese é que a cada 1000 voltas do eixo central possam ser contado um mil watts (1 KW), lembro que esse é um valor fictício apenas para referência, agora deixemos o contador de lado.

Há um pequeno transformador que fica ligado sempre que o disjuntor está ligado, esse transformador magnetiza a bobina por onde passa toda a energia que é consumida, sem o campo magnético gerado pelo transformador o mecanismo acoplado ao eixo central não se movimenta.

A diminuição do número de espiras da bobina por onde passa toda a energia faria com que o mecanismo se movimentasse mais devagar, como exemplo, se a bobina tiver 4 espiras, marcará a metade se tiver apenas duas espiras.

Acoplado ao eixo central há um disco de alumínio, esse disco poderá sofrer mais ou menos pressão magnética, dependendo do ajuste de um parafuso, que tem duas peças magnéticas que ficam estrategicamente instaladas uma de cada lado do disco de alumínio.

O parafuso de ajuste é de metal e não toca no disco de alumínio, mas o ajuste altera o campo magnético que faz com que o disco fica mais pesado ou mais leve para o eixo central, e isso causa influência no número de voltas e consequentemente na contagem final.

Entre as técnicas utilizadas para enganar o contador está a inversão dos fios de entrada e saída, em relógios mais antigos essa prática funciona, mas é extremamente arriscada para os dias atuais, pois as concessionárias fazem uma média de uma determinada quadra ou região e o total das faturas deve ser o mesmo do painel, em caso de desacordo, os fiscais saem a caça dos consumidores com faturas com consumo considerado fora do padrão.

Outra técnica, que muitos tem me questionado é se colocar um jumper fazendo com que a energia passe direto da entrada para a saída da bobina sem movimentar o mecanismo de contagem de consumo dá certo.

Afirmo que o jumper só vai funcionar se o fio do jumper for mais grosso ou pelo menos de igual diâmetro que o fio da bobina, aí entra a velha fórmula da lei de Ohm, como fio tem que ser de pelo menos 5 milímetros fica aparente e qualquer fiscal vai perceber, com certeza o fornecimento será suspenso, haverá denúncia por parte da concessionária, para religar só com pagamento de multa.

Apertar o mecanismo do eixo central pode dar resultado, mas só até ele “se acostumar”, depois de certo tempo volta ao normal, mas para acessar o local para apertar o mecanismo é preciso romper o lacre do medidor e da proteção, portanto, fora de questão.

Para ajustar o parafuso que ajusta o campo magnético sobre o disco de alumínio também é preciso romper o lacre do medidor e da proteção, também está fora de questão.

Para alterar o número de esperas da bobina principal é ainda mais difícil o acesso, é preciso desmontar o medidor, apesar de que eletricamente basta raspar o esmalte e rosquear um parafuso de rosca sem fim para fazer contato elétrico definitivo entre as espiras, mas o risco de morrer eletrificado para executar esse tipo de ação é altíssimo.

Como é fácil de perceber, além do risco de acidente (que pode ser fatal) para a pessoa que pretende mexer num medidor de consumo, existe a parte legal (juridicamente falando), o delito se encaixa no crime de furto (Art. 155, § 3º do Código Penal -“Gato”), casos em que é aplicada multa e pena de reclusão a ser decida por um Juiz.

Para quem acha que vale a pena correr o risco, vá em frente, sinceramente, eu prefiro fazer economia na conta e poder ver o sol nascer redondo todos os dias da minha vida.

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