Arma De Dar Choques

Uma das coisas mais interessantes sobre aquelas armas futuristas que eram usadas na série jornada na estrelas (você viu?) era o modo como deixavam zonzos os atingidos pelos disparos dessas armas.

As coisas sempre estavam a ponto de ficar fora de controle e então a tripulação da Enterprise sempre deixava seus adversários temporariamente inconscientes ao invés de matá-los.

Vai demorar algum tempo para essas armas futurísticas estarem no mercado e poderem ser utilizadas pela população, e outro dia assisti aquela reportagem sobre a arma da dor, também um pouco distante para a população, pelo menos por enquanto, mas o que já existe de fato são policiais, soldados e cidadãos comuns que já utilizam na vida real armas de choque para proteção contra ataques pessoais.

Igualzinho a aquelas armas fictícias da série, essas armas de choque são projetados para deixar imobilizada temporariamente uma pessoa, e sem causar nenhum dano físico na pessoa, mas temos que saber que apesar dessas armas não serem infalíveis, elas podem salvar vidas em determinadas situações.

Quando se pensa em eletricidade, logo se pensa como uma força nociva para nosso corpo, e de fato é, pois se um raio nos atingir ou se a gente colocar um dedo em uma tomada elétrica, a corrente pode mutilar ou mesmo matar.

Mas em doses menores, a eletricidade é inofensiva, na verdade, ela é um dos elementos essenciais para o nosso corpo, a eletricidade é necessária para fazermos praticamente tudo, em qualquer movimento que fazemos, o cérebro envia eletricidade para uma célula nervosa, em direção aos músculos da face e dos lábios, o sinal elétrico informa à
célula nervosa para liberar um neurotransmissor (uma comunicação química) para as células musculares, e isso informa aos músculos para contraírem ou expandirem do jeito certo para mover os lábios.

Quando você pega algum objeto, as células nervosas sensitivas em sua mão enviam uma mensagem elétrica para o cérebro, informando o cérebro qual a é sensação.

Existe atualmente uma grande variedade de armas de choque em uso, mas as armas de choque mais populares são as armas de choque de mão padrão, e como sabemos que as diferentes partes do nosso corpo usam eletricidade para se comunicarem entre si, ao aplicar pequenos choques, interferimos na comunicação, e é isso que deixa a pessoa sem movimento ou com movimentos desordenados.

Pois da mesma forma que um sistema telefônico ou ou sistema que utilize a eletricidade, padrões específicos de eletricidade são transmitidos por meio de linhas para fornecer mensagens que serão reconhecidas pelo sistema.

Nesse projeto experimental, vamos utilizar justamente a sensibilidade do corpo, portanto, o circuito descrito não irá gerar faíscas muito grandes, o nosso objetivo é outro.

Obs.: Não faça brincadeiras com esse circuito em pessoas que possam ter problemas cardíacos, pode não matar de choques mas podem ficar muito assustados e ter arritmia (aceleração cardíaca).

O circuito proposto é muito simples e tem como base o conhecido CI 555 como oscilador, a sinal gerado pelo oscilador é aplicado ao Gate do transistor do tipo MOSFET que juntamente com o transformador transforma em aproximadamente 350 volts, na verdade, a tensão deverá ser bem maior, e se você desejar medir o nível da tensão gerada, coloque um resistor de 220 ohms nos dois eletrodos, se você medir a saída direto sem carga alguma seu multímetro pode estar fazendo sua última medição.

Apesar de ter alta tensão, a corrente será da ordem dos miliampères, mas será o suficiente para você saber o que sente alguém que leva choques, os componentes são todos comuns, segue a lista:

CI1 = Circuito integrado LM 555.
C1 = 150K pF.
C2 = 820K pF.
P1 = Potenciômetro ou trimpot de 150K cuja finalidade é ajustar a frequência de oscilaçõa do circuito e com isso também a intensidade do choque.
R1 = 1K8 ohms.
R2 = 1K5 ohms.
S1 = Chave para simular o gatilho.
Q1 = 2N3796 ou equivalente.
T1 = Transformador com entrada de 220 volts e saída de 6 volts por 250 miliampères.

Como detalhe, o transformador é ligado de forma invertida, assim, observe que em condições normais, entrariam 220 volts e sairam 6 volts, como ele será ligado ao contrário e com alimentação de 9 volts, imagino de deva ter como saida 330 volts mais os picos da oscilação gerada pelo cicuito, é choque na certa, por isso cuidado.

O capacitor C1 tem importância na geração da frequência deste circuito, pois é ele quem determina a freqüência do choque que vai ser gerado e de certa forma também a intensidade do choque, por isso, se ao montar o aparelho e deixar P1 fechado, ao ligar você pode ouvir um zunido no transformador, o melhor é que se ouça um ruido mais próximo dos 60
hertz, pois quanto mais baixa a frequência, mas terrível é o choque, e se saltarem faíscas, mais fortes essas faíscas serão, experimente o capacitor que melhor se adapta ao circuito e as suas pretensões, eu experimentei esse componente com valores de 150K pF a 820K pF, o que mudou foi essencialmente a frequência e a intensidade do choque.

Depois de montado o circuito, confira todas as ligações e alimente o circuito, a partir daí, cuidado com os fios do transformador, e se você for sair do local onde o aparelho estiver ligado, tenha o cuidado para que ninguém vá mexer no aparelho, por motivos óbvios.

Para que outros façam testes de funcionamento, é bom botar uma plaquinha para curiosos levar choques colocando a mão nos eletrodos, basta escrever: NÃO MEXA ou CIRCUITO ELETRIZANTE.

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