Ligando Corneta/Tweeter

Embora absolutamente contra o som alto nos carros porque sei que incomoda aqueles que não querem ouvir música a volumes que incomodam e muitas vezes não gostam do estilo de música, então, sugiro que “escutem música com moderação”.

Quando é instalado um módulo de som o objetivo é aumentar o alcance do som, ou seja, fazer com que pessoas mais distantes do alto falante, corneta ou outro dispositivo escutem o som, mas quando é desejado que seja dado destaque a voz humana, a corneta é o melhor transdutor, na verdade a corneta não passa de um tweeter que com um arranjo cônico faz com que direcione o áudio numa só direção dando a impressão de maior volume.

Com o objetivo de aproveitar o máximo da potência do amplificador existem aqueles que ligam a corneta diretamente na saída do amplificador, na prática não é bom fazer isso porque se algum som for contínuo por 2 ou três segundos a corneta vai ficar destruída, o mesmo vale para o caso dos tweeters que naturalmente respondem melhor a frequências acima de 2.000 hertz.

No caso da utilização de cornetas o objetivo é a melhor resposta nas frequências da voz humana, então a escolha de um capacitor não polarizado que deixe passar as frequências de 500 a 2.000 hertz não vai prejudicar o ganho em resposta de frequência.

A escolha correta do capacitor de acoplamento entre a saída do amplificador e a corneta além de proteger o equipamento faz com que o rendimento geral seja melhor, além de aquecer menos o amplificador, ou seja, desperdiça menos energia.

Mas qual é o melhor capacitor para corneta? É errado dizer que depende do gosto do usuário, existem cálculos de reatância capacitiva que deixam claro que de 15 µF a 25 µF são os valores ideais para a melhor resposta nas frequências da voz.

Um detalhe é que o capacitor deve ser despolarizado, no comércio é relativamente fácil obter um capacitor de 22 µF polarizado, mas na falta, dois capacitores de 47 µf podem ser ligados positivo com positivo que resolve o problema, pois restam dois terminais para serem ligados, e nestes terminais teremos um capacitor de aproximadamente 23 µF despolarizado.

A ligação deve ser feita entre o positivo da saída de som e o positivo da corneta, e entre a saída + do som e o positivo da corneta deve ter um capacitor de 15 µF a 25 µF despolarizado, que também é chamado de capacitor bipolar, a tensão de isolamento é de 60 volts ou mais.

Como exemplo, um capacitor de 22 µF faz um corte na faixa dos sons médios próximo de 1800 hertz e não afeta a impedância final, o capacitor é o elemento casador de impedância na frequência de corte.

Com o objetivo de não drenar muita corrente e também de proteger a saída do amplificador, um resistor de 12 ohms por 15 watts deve ser ligado em série com o capacitor, para quem mede “com o ouvido” irá parecer que houve perda de potência, mas se usar um osciloscópio irá perceber que o nível do som caiu em menos de 2% da sua amplitude, porém, não há distorções.

Para quem gosta de curtir o efeito estéreo, deverá ligar uma corneta em cada canal, ou uma corneta em paralelo com o alto-falante de cada canal, vale lembrar que esse tipo de ligação também é válido para o transdutor de sons agudos, no caso, o tweeter, esse tipo de ligação evita os picos de distorção harmônica nos sons agudos.

A diferença é o valor do capacitor, para cortes no limite da voz o valor sugerido é 22 µF, isso para o o caso da corneta, e para agudos do tweeter o valor capacitor é 2,2 µF.

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