Antenas e Ressonância

Os diálogos dos aparelhos celulares, o som e a imagem dos aparelhos de televisores, as transmissões de dados nas estações de provedores de acesso, as transmissões em freqüência modulada, e até as recentes estações com ponto de acesso à internet via satélite dependem das ondas de rádio.

Tal afirmação é verdadeira desde quando foram feitas as primeiras transmissões comprovando a possibilidade da voz ser transportada através das ondas de rádio, sem dúvida que foi uma grande descoberta, talvez a maior de todos os tempos no campo das comunicações, é claro que quando foi descoberta a possibilidade de transportar algum tipo de som através das ondas de rádio já era um grande feito, alguém sequer imaginou o avanço que existiu desde a descoberta até os dias atuais.

Mas o som, a imagem ou os dados não podem ser “transmitidos” diretamente para o espaço, todo tipo de informação que vai ser transmitido precisa ser processado por uma estação transmissora antes de ser “transmitido” para o ar, o elemento que é responsável por “espalhar” as informações processadas pelo transmissor no ar é a antena.

E depois do processamento e da transmissão para o ar pela estação transmissora as informações viajam pelo espaço transportadas pela energia das ondas eletromagnéticas que são da mesma natureza das ondas luminosas.

A luz e as ondas de rádio viajam pelo espaço em velocidade de aproximadamente 300,000 quilômetros por segundo, e ao contrário da estação transmissora, uma estação receptora, desde que não necessite informar que os dados foram recebidos, é muito mais simples, e até a antena pode ser um pedaço de fio condutor.

É claro que um condutor corretamente dimensionado vai dar uma melhora grande no nível do sinal que é captado pela estação receptora, de qualquer modo, um pedaço de fio condutor serve perfeitamente para áreas onde o sinal transmitido pela estação transmissora é forte.

Mas para sinais fracos é preciso usar condutores de tamanhos apropriados de acordo com a freqüência captada para obter o máximo do rendimento, essa necessidade é em função de um fenômeno chamado de ressonância.

A ressonância é algo bem fácil de ser compreendido, em todo caso, vamos a um exemplo: quando batemos numa caixa observamos que ela tende a produzir sempre o mesmo som, que é relacionado à natureza do material do qual é feita a caixa e das suas dimensões, outra caixa com as mesmas dimensões, mas de material diferente vai produzir um som diferente.

O transmissor da estação faz circular pelos condutores que formam a antena uma corrente de alta freqüência na mesma freqüência do sinal que deseja produzir a circulação dessa corrente, e produzem campos elétricos e magnéticos que se propagam pelo espaço em forma de ondas.

Para receber esses mesmos sinais, em princípio não é necessário nenhum dispositivo especial, qualquer condutor que intercepte os sinais ou que seja colocado em seu caminho sofrerá uma indução aparecendo em seus extremos uma tensão que corresponde a freqüência emitida pelo transmissor.

Mas se o sinal for fraco, um condutor que intercepte os sinais e que seja ressonante aos sinais emitidos pela estação transmissora, a antena receptora sofrerá indução bem maior aparecendo em seus extremos uma tensão que corresponde a freqüência emitida pelo transmissor, e nesse caso com menos perdas, uma vez que está ressonante, é por esse motivo que as antenas da estação transmissora e da estação receptora devem estar sintonizadas na mesma freqüência, ou seja, ressonantes na freqüência de operação.

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