A Unidade de CD-ROM

A unidade de CD-ROM utiliza pequenos discos envoltos em material plástico, idêntico aos dos CDs de música, nos quais os dados são lidos por meio de feixes de laser.

Como num CD de música, o CD de computador pode armazenar enormes quantidades de informações, porque usa luz para gravar os dados de uma maneira muito mais compactada que o método utilizado pelas cabeças magnéticas de leitura e gravação das unidades de disco convencionais.

O CD de computador serve para somente leitura, mas é possível usá-lo para gravar e transportar dados.

A imensa capacidade e a natureza dos discos CD-ROM, combinadas com o custo relativamente baixo das unidades, torna-os perfeitos como forma de armazenamento de grandes quantidades de dados que não necessitam de atualizações freqüentes.
É comum encontrar discos de CD-ROM com bibliotecas de imagens, fotografias, enciclopédia s, obras completas de artistas e até conjuntos completos de obras de referência.

A unidade de CD-ROM é também um componente fundamental para os sistemas de multimídia, que utilizam arquivos de vídeo e som, os quais são normalmente super grandes.

Uma vantagem adicional dos recursos de multimídia é que as unidades de CD-ROM também são capazes de tocar os CDs de música.

Diferente do toca-discos CD, a unidade de CD-ROM não possui tantos botões e visores de cristal líquido, exceto o botão usado para colocar e retirar o disco e uma única luz que indica quando o disco está sendo lido.

A unidade de CD-ROM é controlada por um programa dentro do computador que envia instruções ao circuito da placa controladora que se encontra na placa mãe ou numa placa separada instalada em um dos slots de expansão.
Juntos, o programa e o circuito, controlam os componentes de alta tecnologia.

Numa comparação, este processo torna a unidade de disco convencional um dispositivo muito simples.


1 – O motor altera constantemente a velocidade de rotação de um disco CD-ROM, não importa onde esteja o componente chamado detetor, em relação ao raio do disco, a parte imediatamente abaixo do detetor move-se sempre na mesma velocidade.

2 – O laser projeta feixes concentrados de luz que passam em seguida por uma bobina de focalização (focusing).
3 – O feixe de laser penetra na camada protetora de material plástico transparente e atinge uma camada refletora parecida com uma folha de alumínio, na parte inferior do disco.

4 – A superfície da camada refletora alterna-se entre as áreas mais altas, ou saliências (pits), e as minúsculas áreas baixas ou reentrâncias (lands).

Estas duas superfícies formam registros de 1 e 0 usados para armazenar dados.

5 – Ao encontrar uma saliência (pit) a luz é dispersa, mas se atingir uma reentrância (land), retorna diretamente ao detector, passando através de um prisma (prism) que desvia o feixe de laser para o diodo foto sensível (light-sensing diode).

6 – Cada pulso de luz que bate no diodo foto sensível gera uma pequena diferença de potencial (DDP) elétrico.
Estas DDPs se combinam com um circuito temporizador para gerar a corrente de 1s e 0s que o computador pode entender.
NOTA: Discos magnéticos como os utilizados nas unidades de disco rígido possuem os dados dispostos em círculos concêntricos chamados trilhas, as quais dividem-se no sentido radial em setores.

Através de um esquema conhecido como velocidade angular constante, o disco magnético gira sempre no mesmo ritmo, isto é, as trilhas próximas à borda extrema do disco movem-se mais rápido que as trilhas próximas ao centro.

Como os setores extremos passam mais rápido sob as cabeças de leitura e gravação, eles devem ser fisicamente maiores para que possam armazenar a mesma quantidade de dados que os setores internos.

Este formato desperdiça grande quantidade de espaço no disco, mas maximiza a velocidade com que os dados são lidos.
Os discos de CD-ROM usam um esquema diferente dos discos magnéticos para marcar as áreas do disco em que os dados estão gravados.

No lugar de várias trilhas dispostas em círculos concêntricos, no disco CD-ROM, os dados ficam em uma única trilha que caminha em espiral para o centro do disco.

A trilha também é dividida em setores, mas cada setor ocupa o mesmo tamanho físico.
Através do método conhecido como velocidade linear constante, a unidade de disco varia constantemente a rotação do disco.

Assim, quando o detetor move-se para o centro do disco, este diminui a velocidade, o efeito permite que o CD contenha mais setores que um disco magnético e por isso maior quantidade de dados.

Quando o detetor move-se em direção ao centro do disco, a velocidade diminui, dando tempo para que os dados sejam lidos no disco.

Um novo tipo de unidade de CD, chamada multispin, supera em muito as unidades de CD, mas não é assunto para este texto.

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